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  • Posso ser considerado morto estando só em coma?

    Enquanto uma pessoa estiver somente em coma, ela não pode ser considerada morta, pois ainda existem chances dela se recuperar.

    Contudo, existem algumas situações que, dependendo da causa, intensidade e natureza do problema, o coma pode piorar, fazendo com que ele chegue a ter a chamada morte encefálica.

    Com isso, a pessoa não consegue mais manter a as funções vitais, tais como: a respiração, os batimentos cardíacos, o controle da temperatura corporal, dentre outros. 

    Portanto, não posso ser considerado morto estando só em coma, mas um paciente com morte encefálica raramente se recupera.

    Hoje em dia existem métodos artificiais que preservam os órgãos periféricos (como, por exemplo, medidas de suporte cardiovascular e ventilação mecânica). Porém, quando um corpo está em morte encefálica, ele desenvolve a falência do coração em questão de dias, muito raramente, em semanas. 

    Então, nessas condições, o paciente entra em óbito. Entretanto, para que a morte encefálica ocorra, é necessária a realização de dois exames neurológicos, que são realizados com algumas horas de diferença entre eles e por dois médicos diferentes. 

    Quais as diferenças entre coma e morte cerebral?

    O coma e a morte cerebral são duas condições muito diferentes e clinicamente muito importantes, que surgem geralmente após um trauma sério no cérebro, como, por exemplo, uma pancada na cabeça forte após um acidente grave, um derrame, queda de grande altura, overdose e assim por diante. 

    Mesmo que o coma possa evoluir para a morte cerebral, geralmente são fases muito diferentes e afetam a recuperação do paciente de formas diferentes.

    O coma é uma situação em que a pessoa mantém um certo nível de atividade cerebral, que pode ser detectada em um eletroencefalograma, por isso, ainda há esperança de recuperação. Já na morte cerebral ocorre uma perda definitiva de todas as funções cerebrais.

    O que é o coma?

    O coma é quando uma pessoa entra em um estado de perda de consciência profundo, no qual ela não consegue acordar, mas o cérebro dela continua produzindo sinais elétricos que são enviados ao corpo e que são capazes de manter os sistemas mais básicos e importantes para a sobrevivência, como, por exemplo, a respiração. 

    Em muitos casos o coma pode ser reversível, por isso, não posso ser considerado morto estando só em coma, pois existe ainda a possibilidade de recuperação. 

    O tempo para que o estado de coma passe varia muito, de acordo com a idade, com o estado geral de saúde e a causa que levou a pessoa ao coma.

    Em alguns casos, o coma é induzido pelos próprios médicos para acelerar a recuperação do paciente, bem como acontece nos casos de traumatismos cranioencefálicos graves.

    Independente da gravidade ou do tempo que dure o estado de coma, a pessoa é considerada legalmente viva perante a lei. 

    O que acontece quando a pessoa entra em estado de coma?

    Quando uma pessoa entra em estado de coma ela precisa ser ligada a aparelhos que ajudem a sua respiração, além disso, os médicos devem monitorar a sua circulação, urina e fezes.

    Estando nesse estado a pessoa não esboça nenhuma reação, por isso, ela é alimentada por meio de sondas, portanto, precisa ficar internada no hospital ou na própria casa. Mas, mesmo em casa, é necessário ter uma estrutura, pois a pessoa precisa de cuidados constantes. 

    O que é a morte cerebral?

    É considerada morte cerebral quando já não existe nenhuma atividade elétrica no cérebro, mesmo que o coração continue batendo e o resto do corpo continue mantido vivo por meio do uso de respirador artificial.

    Nesse estado a pessoa está sendo alimentada através das veias.

    Como se confirma a morte cerebral?

    Para ser confirmada, a morte cerebral precisa ser avaliada pelos médicos, que consideram vários tipos de respostas involuntárias corporais e avaliam ainda a presença de atividade cerebral.

    Então, para responder a pergunta, “posso ser considerado morto estando só em coma?”, devemos considerar os seguintes aspectos, sendo eles: a pessoa em coma não responde a ordens simples como “abra os olhos” e “feche a mão”, as pupilas não mudam de tamanho com a presença de luz, os braços e as pernas não reagem quando são movimentados, não existe reflexo de vômito, os olhos não fecham quando se toca no olho e a pessoa não é capaz de respirar sem a ajuda de máquinas.

    Mas, mesmo assim, é possível que sejam realizados outros testes para garantir que não existe qualquer tipo de atividade elétrica no cérebro, como o eletroencefalograma, por exemplo. 

    O que deve ser feito em caso de morte cerebral?

    Quando os médicos constatam a morte cerebral de um paciente, eles chamam a família para dar a notícia e questionam de forma direta se eles autorizam a doação de órgãos. Isso se os mesmos estiveram em condições saudáveis e forem capazes de salvar outras vidas.

    Muitos órgãos podem ser doados em casos de morte cerebral, tais como: córnea dos olhos, coração, rins, fígado e pulmões.

    Como a fila de espera por transplantes de órgãos é muito grande, os órgãos de pacientes com morte cerebral podem ser doados para salvar muitas vidas e o processo pode ocorrer em menos de 24 horas.

    Isso porque os órgãos devem chegar aos pacientes o quanto antes. 

    Uma pessoa com morte cerebral pode voltar?

    Infelizmente, não. Os casos de morte cerebral são irreversíveis e ao contrário do coma, a pessoa não poderá mais voltar a vida. Portanto, não posso ser considerado morto estando só em coma, mas quando a pessoa é acometida pela morte encefálica, não será mais possível voltar à vida. 

    Uma pessoa com morte cerebral é considerada legalmente morta, assim os aparelhos que as mantém viva podem ser desligados, principalmente quando existem outros casos em que existe a possibilidade de recuperação.

    Uma pessoa pode ficar apenas alguns dias em coma, mas também pode ficar anos, dependendo do caso. Por isso, os aparelhos são desligados após a morte cerebral, pois outros pacientes com chances reais de recuperação poderão utilizá-los.

    Entretanto, a família sempre deve ser comunicada, até porque somente ela poderá liberar os órgãos para doação.

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