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  • Na cremação o caixão é cremado?

    A cremação é um processo cada vez mais comum no Brasil e no mundo, mas ainda existem muitos questionamentos a respeito da técnica. Uma das perguntas mais frequentes é se caixão é queimado junto com o corpo.

    A resposta é sim, na cremação o caixão também é incinerado. Mas, alguns cuidados devem ser tomados antes de proceder com a cremação, pois tanto o cadáver quanto o caixão são submetidos a temperaturas extremas.

    Confira mais informações sobre o assunto a seguir!

    Mitos sobre a cremação

    Muitas pessoas acreditam que, no processo de cremação, o corpo do falecido é retirado do caixão para que o mesmo seja reutilizado. Contudo, quem acredita nisso está enganado. Pois, de acordo com a lei, todo corpo deve ser cremado em um recipiente, podendo ser de madeira ou papelão.

    Diferente de outros países, no Brasil não existe o costume de usar caixão de papelão. Portanto os corpos são cremados em caixões feitos de madeira.

    O caixão é totalmente incinerado?

    Alguns cuidados devem ser tomados antes do caixão e do corpo serem incinerados. Por conta da alta temperatura que eles serão submetidos, algumas partes do caixão e alguns itens do falecido devem ser retirados.

    Antes de o caixão ser encaminhado ao forno de cremação, deve-se retirar a suas alças e os vidros. Se o falecido for portador de próteses externas ou marca-passo, eles devem ser retirados. Isso ocorre com o conhecimento dos familiares.

    Para que nenhum tipo de dispositivo de metal passe despercebido, são usados detectores de metais. Essa é uma prática preventiva e necessária, pois os metais podem explodir quando ficam expostos a temperaturas muito elevadas, como as que ocorrem na cremação.

    O que acontece com o caixão no processo de cremação?

    Antes do falecido ser encaminhado para o processo de cremação, normalmente, é realizado o velório em uma sala separada dentro da funerária, bem como ocorre em um enterro tradicional.

    No velório, os familiares e amigos podem se despedir, assim como ocorre em qualquer outra espécie de cerimônia fúnebre. Portanto, o corpo fica exposto dentro do caixão para receber suas últimas homenagens.

    Depois da realização do velório e dos procedimentos pertinentes a situação, o cadáver é levado para o forno para ser incinerado. Em seguida, tanto o corpo quanto o caixão são submetidos a altíssimas temperaturas que são capazes de queimar qualquer matéria orgânica.

    Após a cremação, as cinzas do processo caem em um compartimento e são recolhidas para serem entregues à família do falecido.

    Qual é o destino das cinzas?

    O destino das cinzas dependerá da família. Porém, elas devem ser entregues aos familiares em até 48 horas após o procedimento de cremação. O material resultante da cremação é entregue a família dentro de uma urna, que pode ser depositado em qualquer lugar escolhido pela família.

    É importante dizer que o material resultante da cremação não agride o meio ambiente. Contudo, o destino das cinzas poderá depender da vontade do falecido e de sua família.

    Muitas vezes as crenças religiosas também interferem na decisão de onde serão depositadas as cinzas de uma pessoa falecida. Algumas pessoas acabam optando por depositá-las em cemitérios ou igrejas, mas o mais comum é espalhá-las na natureza, em locais como jardins, rios, mar ou em lugares que sejam especiais para o falecido e sua família.

    Algumas pessoas preferem depositar as cinzas no solo, para que possa germinar novas árvores e, assim, serem lembradas sempre que alguém olhar para elas.

    A cremação ganha cada vez mais espaço

    Por ser considerada uma prática limpa, que não agride o meio ambiente e não polui o solo, a cremação vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Sendo assim, a cremação vem sendo cada vez mais procurada também por não ocupar espaço na terra.

    A cremação é uma prática que existe há milhares de anos. Porém, o primeiro crematório do Brasil foi instalado na década de 70, por isso, a prática pode ser considerada relativamente nova no país.

    Hoje em dia, a cremação também está chamando a atenção pela sua praticidade e economia. Pois ela pode custar menos do que um enterro tradicional.

    Quanto tempo dura uma cremação?

    A cremação é um processo relativamente rápido, podendo durar de duas a três horas. Entretanto, o tempo pode variar de acordo com o peso do corpo do falecido e do tipo de caixão usado na incineração. Portanto, é possível que uma cremação possa durar mais do que as duas horas previstas.

    É importante ressaltar que os caixões com 250 quilos ou mais podem levar até o dobro do tempo para serem totalmente consumidos pelo fogo.

    Como a cremação surgiu?

    Sabemos que a cremação é uma prática milenar realizada pelo o homem. Existem dois eventos que são considerados os mais antigos já realizados pelo homem.

    Ambos descobertos próximo ao lago Mungo, em Nova Gales do Sul, Austrália. Um deles é de uma mulher jovem há cerca de 25 mil anos e o outro de um homem, com cerca de 60 mil anos. Isso comprova que, ao contrário do que muitos pensavam, a prática de queimar corpos é uma das técnicas mais antigas realizadas pelo homem.

    Atualmente, sabemos que a cremação era um verdadeiro costume em algumas regiões e sociedades. O motivo é bem simples: a praticidade e a higiene, pois a cremação é, com certeza, uma prática muito mais higiênica do que os enterros tradicionais que podem contaminar o solo.

    Em alguns países, a cremação era uma alternativa para questão da falta de espaço para abertura de covas. Os gregos e romanos consideravam que a cremação era o destino ideal para os nobres.

    Já os povos orientais, acreditavam que o fogo tinha o poder de purificar os defeitos do falecido e libertar a sua alma.

    Atualmente, existem alguns países que a cremação é obrigatória em casos de pessoas que morrem com doenças contagiosas, sendo uma forma de controle sanitário e que ajuda na preservação do meio ambiente.

    As crenças de cada país influenciam e muito na questão da aceitação da cremação. Hoje em dia ela é considerada uma prática aceitável na maioria dos países e em várias religiões.

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