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  • Morrer custa caro: brasileiro trabalha em média 39 dias para pagar funeral

    De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Empresas Funerárias e Administradoras de Planos Funerários (ABREDIF), o brasileiro gasta em média R$2,5 mil de despesas em um funeral.

    A verdade é que a perda de um ente querido não pode ser mesurada, sabemos disso, pois não tem como quantificar o valor de uma pessoa e nada compra a presença de um ente querido que se foi, contudo, isso mostra que os preços para o sepultamento no Brasil estão aumentando.

    Isso porque para as pessoas que ficam a morte significa, além do encerramento de um ciclo, o começo de outro. E a primeira etapa desse novo ciclo é saber lidar com as burocracias de um sepultamento e arcar com as despesas do funeral.

    Ainda segundo os dados da ABREDIF, o brasileiro tem que trabalhar em média 39 dias para que sua renda seja suficiente para pagar as despesas de um funeral. No estado de Minas Gerais, por exemplo, o número de dias trabalhados para pagar um funeral é ainda maior, chegando a 55 dias.

    Essa pesquisa teve como base, a renda média dos estados a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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    O valor médio das despesas com funeral no Brasil

    A avaliação chegou ao valor de cerca de R$2,5 mil de remuneração gasta nas despesas de um funeral. Atualmente, o salário mínimo do brasileiro é de R$1.100,00. Sendo assim, o custo de um enterro é muito maior do que a remuneração oficial no país.

    De acordo com outra pesquisa realizada em Minas Gerais pelo Mercado Mineiro, em 2019, o custo de um funeral no estado variava entre R$454,30 e R$30 mil. Porém dados mais recentes incluídos nesse mesmo site, mostram que atualmente o preço dos serviços funerários completos mais baratos variam entre R$980 a R$1.580.

    O ano de 2021 começou com um acréscimo de 4,23% nas taxas de sepultamento e exumação em Belo Horizonte. Segundo anunciado pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, que administra os cemitérios municipais, o rejuste dos preços foi baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial (IPCA-E). O valor passou a ser de R$274,40.

    O luto é um momento doloroso demais, mas infelizmente é preciso agir com cautela, pois existem algumas decisões relacionadas a dinheiro a serem tomadas. É doloroso reduzir o sentimento da perda de uma pessoa amada a discussões financeiras.

    Entretanto, o impacto desses altos gastos com o funeral podem prejudicar os familiares com futuros endividamentos. A pesquisa da ABREDIF também fala sobre o acúmulo de estresse em decorrência desse tipo de situação, que pode acarretar outros problemas como a diminuição no rendimento profissional, noites mal dormidas e menor atenção. Além de doenças correlatas como pressão alta, depressão, condições cardiovasculares e ansiedade.

    Plano funerário

    A ABREDIF reúne as empresas de administração de planos funerários, portanto, entende muito bem desse assunto. Por isso mesmo, de acordo com a instituição, os maiores endividamentos relacionados ao pagamento de funerais acontece com pessoas não possuem um plano de assistência funerária.

    De acordo com Luis Kuminek, diretor do Grupo Luto Curitiba, líder em assistência funeral no Paraná, as despesas com funeral ocorrem normalmente quando a família já está fragilizada pela dor da perda e por gastos médicos.

    Inclusive, empresas com o plano funerário estão sendo um diferencial para novas contratações. Dessa forma, o trabalhador se beneficia do serviço e a empresa acaba ganhando outras vantagens, pois com menos temor de dívidas com tratamentos de saúde e despesas inesperadas toda a equipe de trabalho terá ganhos relacionados a produtividade.

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