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  • Existe um prazo de validade para o luto?

    O luto é experiência individual e única para cada pessoa. Não é possível prever com exatidão quanto tempo ele irá durar em nossas vidas após a morte de um ente querido. Principalmente quando se trata de uma perda muito próxima, de um filho ou irmão, por exemplo.

    O luto é um processo pelo qual todos os seres humanos passam em suas vidas quando perdem algo ou alguém. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o luto pode ocorrer por vários motivos além da morte de um parente ou amigo.

    O luto pode se manifestar em pequenas ou grandes perdas na vida, como também, em graus de sentimentos diferentes em cada um deles. Existem muitos tipos de perdas e de lutos.

    O luto por uma pessoa que morreu é diferente do luto por ter perdido uma boa oportunidade na vida. São muitas as dúvidas relacionadas ao luto e entre as principais, está o seu tempo de duração.

    A perda de um filho pode levar a um luto muito doloroso e demorado. É normal passar um grande período de tempo sem conseguir falar sobre a perda sem chorar. Mas é importante poder contar com o apoio das pessoas mais próximas.

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    Caracterização do luto

    Em resumo, o luto é o processo que ocorre na vida de todas as pessoas quando se tem uma perda. Nós podemos sofrer microlutos todos os dias quando os nossos desejos não se realizam, quando nossas expectativas não são alcançadas ou quando nossas ideias não dão certo.

    Existem também os lutos maiores que é quando perdemos uma pessoa querida, um emprego de vários anos ou uma grande oportunidade. Nos casos dos lutos menores, nós vamos lidando com isso no nosso dia a dia e superando esse sentimento, assim, a vida continua.

    Entretanto, quando se trata de perdas mais graves, como a morte de um filho, uma amputação ou até mesmo de uma imigração forçada, a sensação de luto pode ser mais dolorosa e demorada.

    De acordo com especialistas, a média de duração de um luto varia de três meses a um ano, podendo chegar a dois anos em casos de mortes de pessoas muito próximas. Então, o luto é o processo que se apresenta de formas diferentes para cada pessoa.

    Se o indivíduo não consegue retomar a vida, a tristeza não diminui e ele fica o tempo inteiro se sentindo culpado e infeliz, é possível que ele esteja entrando em um estado de luto patológico.

    Se esse for o caso, é importante estar atento aos sinais, pois essas são características da depressão. Portanto, é importante buscar um tratamento psiquiátrico ou psicoterapêutico com um bom profissional de saúde mental que possa conduzi-lo a vida normal.

    Mas é importante saber que quando se passa por uma perda muito grande, como a de um filho, ela nunca será esquecida. A pessoa sempre será lembrada, principalmente, em datas especiais como aniversários, por exemplo.

    Porém, essas lembranças devem ser naturais, sem tanta tristeza e dor. Para isso, a pessoa deve trabalhar seu psicológico até conseguir aceitar a sua realidade sem a presença física daquele que se foi.

    É importante também ressaltar que seguir em frente não é algo controlável, pois se trata de um processo inconsciente e pessoal que está diretamente ligado à adaptação do enlutado ao mundo sem a pessoa falecida.

    Ainda de acordo com especialistas, a perda é para sempre, ou seja, sempre seremos afetados por ela, mas o luto não precisa ser para sempre, pois somos capazes de nos organizar diante da perda.

    O luto não é um estado, é um processo que podemos superar

    Muitas pessoas acreditam que vivenciar o luto é apenas sentir a dor e a tristeza que ele traz, mas ele é um processo que vai muito mais além. Indiscutivelmente, o luto nos impõe a aceitação e ajuste da nossa vida a uma nova realidade sem o falecido e, é claro, isso requer tempo.

    O luto não é apenas a tristeza, a raiva e a culpa. Ele envolve grandes mudanças de comportamento e de como enxergamos tudo a nossa volta. Com isso, podemos dizer que o luto não é um estado, mas sim um processo que pode levar dias, meses ou até anos para que a pessoa possa se reorganizar.

    Como o processo de luto varia muito de uma pessoa para outra, é possível que alguém passe sozinho por ele, mas alguns precisam procurar grupos de apoio e/ou ajuda de profissionais e, tudo bem, pois isso é normal.

    A verdade é que não existe certo ou errado em vivenciar a perda de uma pessoa que amamos, pois existem vários tipos de luto.

    Adaptação ao luto

    Bem como qualquer grande mudança em nossas vidas, o nosso corpo e a nossa mente precisam se adaptar ao novo. Contudo, isso pode trazer alguns efeitos para nossa saúde, seja física ou mental.

    De acordo com especialistas, 1 em cada 3 pessoas que sofrem uma grande perda, como de um parceiro ou filho, por exemplo, sentem os efeitos do luto física e mentalmente.

    Os impactos na saúde física

    Quando se perde uma pessoa muito próxima podemos sentir essa falta até de forma física e os efeitos mais comuns do luto no corpo são fadiga, dores de cabeça e náuseas.

    Os impactos na saúde mental

    Quando o luto é mais complicado pode levar um impacto bem significante à saúde mental, que podem trazer efeitos como: ansiedade, irritabilidade e até mesmo depressão.

    Isso tudo pode acarretar apatia e perda de interesse pelo mundo ao seu redor.  Mas é importante salientar que o luto patológico é um tipo de luto bem específico e só quem pode diagnosticar é um especialista.

    Existe definição para o luto?

    Muitos são os conceitos que definem estágios e os processos de luto. Porém, a verdade é que o luto é uma reação natural do ser humano à perda de alguém ou de algo.

    Todos passam pela experiência de luto durante a vida, pois ele faz parte da nossa existência enquanto seres vivos.

    Portanto, não existe prazo de validade definido para o luto e é importante termos consciência de que ele é um processo universal e ao mesmo tempo único para cada pessoa.

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