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  • É bom que a sociedade não teste nosso limite, diz setor funerário

    Com a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), o setor funerário viu sua demanda de trabalho aumentar drasticamente. Com isso, a Associação de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), através do presidente da instituição, avalia que essa situação pode fugir do controle e pede a toda sociedade que não teste o seu limite.

    Isso ocorreu recentemente, quando o presidente da Abredif, Lourival Panhozzi, informou através de uma nota de imprensa que devido ao grande número de mortes no país, a capacidade do setor funerário está no seu limite. O número de mortes no Brasil é alarmante.

    Tanto que o setor funerário está trabalhando além das suas capacidades em alguns estados brasileiros. Se os números casos de mortes por Covid-19 não diminuírem logo, o cenário será ainda mais preocupante. 

    O frio pode aumentar o número de mortes por Covid-19

    É importante lembrar que o número de mortes pode aumentar no período mais frio no ano. Caso isso ocorra, a situação pode piorar e as consequências podem ser bem graves para a sociedade.

    O aviso do setor funerário é para que sociedade não teste o seu limite, pois as consequências não serão boas para ninguém. Portanto, o pedido é que as pessoas redobrem os seus cuidados para evitar a contaminação.

    Panhozzi também disse que o setor funerário é afetado pela alta demanda e que os caixões não são a única preocupação. O volume de trabalho é tão grande que foi publicada uma nota pedindo as funerárias à suspensão das férias de todos os funcionários. 

    As empresas fabricantes estão tendo dificuldades para conseguir as matérias-primas para a produção de urnas e caixões. As pessoas que atuam diretamente mo setor relatam a preocupação com os estragos trazidos pela pandemia. 

    Muitas pessoas estão morrendo e sendo enterradas às pressas, pois não há como realizar as tradicionais despedidas com os velórios. Essa é uma questão de segurança pública, pois não é permitida a aglomeração de pessoas para evitar o contágio da Covid-19. 

    Como o setor funerário brasileiro está sendo afetado pela pandemia

    O número de mortes no Brasil em decorrência da pandemia do novo Coronavírus já ultrapassou os 500 mil. Isso aumentou consideravelmente o trabalho no setor funerário. 

    Para garantir a segurança dos trabalhadores do segmento, a Abradif elaborou um protocolo de segurança. Lourival Panhozzi informou que desde o início da pandemia foram criadas regras de proteção para os trabalhadores do setor funerário. 

    Panhozzi informou ainda que houve reforço do Equipamento de Proteção Individual (EPI) para garantir maior segurança dos profissionais do setor funerário. Além de reforçar as orientações para que os corpos dos falecidos em decorrência da Covid-19 fiquem fechados na urna funerária onde não há possibilidade de contaminar terceiros.

    As empresas brasileiras têm capacidade para suportar a pandemia?

    De acordo com o presidente da Abredif, sim. Ele disse que a situação está sob controle, pois as empresas brasileiras têm capacidade para suportar uma quantidade de serviço superior a três vezes a média mensal de óbitos de suas localidades.

    A Abredif representa mais de 13 mil empresas que empregam mais de 350 mil profissionais e vem elaborando um plano emergencial para enfrentar a pandemia, com objetivo de evitar um colapso no setor funerário. Contudo, esses números não podem aumentar ainda mais e ultrapassar os limites, por isso, ele pede cuidado redobrado.

    Dentre as medidas adotadas para suportar a alta demanda, estão: a suspensão das férias das equipes de trabalho e o remanejamento de funcionários para que haja profissionais na ponta de operação, além da adequação dos estoques de acordo com a alta demanda.

    O presidente da Abredif ressaltou que o setor deve estar sempre preparado para um possível aumento no número de mortes, pois não se sabe até onde vai essa crise de saúde pública. 

    O setor funerário está trabalhando mais do que nunca

    As fábricas de urnas funerárias e caixões estão trabalhando em dois turnos para dar conta da enorme demanda. Se houver necessidade, as empresas poderão trabalhar em até três turnos.

    Mas a falta de matéria-prima para as urnas funerárias é um problema que tem atrasado a produção em alguns lugares. 

    A forma como as empresas funerárias brasileiras estão operando representa muito bem a situação que o Brasil vem enfrentando. O caos que se instalou por conta da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) mudou a rotina e a vida de todas as pessoas, inclusive em seus trabalhos. Novos protocolos e novas medidas de seguranças tiveram que ser adotadas.

    Os cortejos e os sepultamentos também sofreram grandes mudanças. Com isso, muitas pessoas não tiveram a oportunidade de se despedir de seus entes queridos por conta das medidas de proteção contra a Covid-19, o que deixa marcas na vida das pessoas. 

    Medidas políticas

    No decorrer desse período de pandemia vimos políticos adotando regras e medidas baseadas em realidades de outros países. Contudo, o Brasil é um país muito grande em território em população e tudo isso sem falar na falta de estrutura.

    Corpos de pessoas mortas em decorrência da pandemia ficaram acumulados por falta de capacidade para entregas maiores do que o comum, pois até então, as empresas funerárias ficavam abertas apenas durante o dia ou em horário comercial.

    Por isso, uma nova realidade teve que ser criada, onde as empresas do setor funerário tiveram que se adaptar e mudar os seus horários de atendimento para atender a demanda. 

    O crescimento do setor funerário

    Devido a proliferação da Covid-19 no Brasil e no mundo, o setor funerário teve um crescimento exorbitante durante esse período. A infelicidade de muitos acaba sendo o sustento de outros. 

    O setor funerário foi um dos que mais empregou pessoas nos últimos tempos. Infelizmente, não por um motivo bom, mas sim pelo contágio e pela falta de controle da pandemia da Covid-19 que tirou a vida de mais de 500 mil pessoas só no Brasil e tornou o nosso país, por um bom tempo, o epicentro da pandemia em todo o mundo.

    Entretanto, mesmo com novas contratações e investimentos, as empresas do ramo funerário chegaram a considerar um colapso se o número de mortes não parar de crescer. O número de mortes é reflexo da falta de estrutura e planejamento por parte do governo em adquirir vacinas para a população.

    Essa falta de planejamento e logística fez com que os casos de mortes no país chegasse a um ponto exorbitante, que aterrorizou a todos. Até mesmo o setor funerário ficou assustado por temer não ser capaz de suprir a demanda.

    Contudo, pouco a pouco, se todos seguirmos as regras de distanciamento social e de segurança e também se vacinarem, num futuro próximo venceremos todos esses desafios.

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