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  • Idosos ou pessoas que já tenham tido alguma doença não podem ser doadores de órgãos?

    A doação de órgãos, infelizmente, ainda continua sendo um tabu na sociedade e muitas pessoas não conhecem nem as regras para ser um doador.

    Os doadores de órgãos devem possuir alguns critérios de saúde e compatibilidade com os receptores para serem aptos à doação.

    Muitos acreditam que idosos ou pessoas que já tenham tido alguma doença não podem ser doadores de órgãos. Contudo, isso não é uma verdade.

    A doação depende exclusivamente da saúde do doador e do estado em que seus órgãos se encontrem no momento da doação. Por isso, problema anteriores e idade não são critérios levados em consideração.

    Até mesmo porque pessoas nas mais diversas idades precisam de doação de órgãos, então, levando em consideração que muitos dos órgãos e tecidos doados devem ser compatíveis em tamanho e peso com os órgãos dos receptores, todos os tipos de doares são necessários.

    Solicitação de DPVAT

    Confira mais detalhes sobre esse assunto a seguir!

    Quem não pode ser um doador de órgãos?

    A maioria das pessoas pode ser doadora de órgãos, mas em alguns casos a doação não é possível. Pessoas portadores de algumas doenças não podem ser doadoras de órgãos. 

    Pessoas com diagnóstico de doenças infectocontagiosas como hepatites B e C, Doença de Chagas, HIV, dentre outras; não podem ser doadores de órgãos. Os portadores de doenças degenerativas crônicas ou tumores malignos também não podem doar seus órgãos. 

    Outros casos em que não é possível ser doador de órgãos é quando os pacientes têm sepse ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas (IMOS).

    Fila de transplantes no Brasil

    De acordo com os dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o número de pessoas na fila de espera por um órgão, chegou a 40 mil no ano de 2019 e continua crescendo. 

    Mesmo com uma maior publicidade nos últimos anos sobre o aumento no número de doadores de órgãos no Brasil, ainda existe uma grande deficiência de informações sobre os processos dos transplantes e das doações, o que pode afetar negativamente a compreensão das famílias quando elas precisam realizar autorizar que os órgãos da pessoa falecida possam ser doados.

    Para quebrar alguns tabus e esclarecer às pessoas em relação a doação de órgãos é importante se informar sobre a prática. Isso porque a doação de órgãos e uma prática altruísta, que pode salvar muitas vidas.   

    Todos podem ser doadores de órgãos?

    Qualquer pessoa, adulto ou criança, com diagnóstico de morte cerebral pode ser doador dos seguintes órgãos: rins, fígado, coração, pâncreas e pulmões.

    A morte encefálica ou cerebral é irreversível, de acordo com os critérios do Conselho Federal de Medicina e o processo envolve a identificação de causa de morte irreversível, a realização do teste de apneia para confirmar a ausência de movimentos respiratórios, além de outros exames responsáveis pela confirmação da falta de fluxo sanguíneo nos tecidos cerebrais.

    Quais órgãos e tecidos podem ser doados?

    Um único doador de órgão pode fornecer um fígado, um pâncreas, dois pulmões, dois rins, um coração ou as válvulas cardíacas, intestino, duas córneas, ossos, medula e pele.

    Entretanto, isso pode ocorrer todos os órgãos citados em perfeitas condições e forem retirados no tempo correto para os transplantes.

    Como uma família pode saber sobre a possibilidade da doação após a morte de uma pessoa? 

    Após a declaração de óbito, a família do falecido é informada sobre a possibilidade de realizar a doação dos seus órgãos. Se os familiares concordarem com a doação, eles deverão assinar os documentos necessários para a realização dos procedimentos. 

    No Brasil, a retirada de órgãos para doação só pode ser realizada após a autorização da família. Ou seja, a vontade do doador em vida deve ser confirmada pela família. 

    Se a família se recusar a doar os órgãos de uma pessoa após a morte, mesmo que a pessoa tenha deixado o seu desejo pela doação esclarecido, o procedimento não pode ser realizado.

    Entretanto, em geral, quando a família tem conhecimento desse desejo, frequentemente autoriza a doação.

    Para uma pessoa declarar sua vontade de ser doador após a morte, basta acessar o site da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote) e realizar o seu cadastro e download do cartão de doador. 

    Haverá custos para minha família caso eu seja doador de órgãos?

    A resposta é não. Não há nenhum custo para a família quanto à doação de órgãos e tecidos, inclusive, é importante esclarecer que também não há nenhum ganho material. 

    De acordo com a legislação brasileira, a doação de órgãos deve ser um ato altruísta, não devendo haver, portanto, interferência econômica.

    O que acontece após eu autorizar a doação dos órgãos de um ente da família?

    Depois da autorização da doação de órgãos, são realizados os exames necessários para confirmação da morte. É realizada também a coleta de sangue para analisar se há presença de anticorpos do HIV, hepatite B e C, HTLV, citomegalovírus, toxoplasmose, HTLV, sífilis e doença de Chagas. 

    São realizados ainda, os exames gerais de avaliação do fígado e rins. Após a realização de todos esses procedimentos, o doador é encaminhado para a cirurgia de retirada de órgãos.

    É possível doar em vida?

    Os doadores de órgãos podem sim realizar o procedimento em vida, dependendo do órgão. O doador vivo pode doar parte do fígado, um dos rins e medula óssea. Existem ainda alguns casos mais raros em que se pode doar parte do pulmão, parte do intestino ou parte do pâncreas. 

    No geral, qualquer pessoa saudável e maior de 18 anos pode ser um doador de órgãos. Contudo, para ser um doador o receptor deve ser parente de até quarto grau e possuir compatibilidade sanguínea. Se o doador não for um parente relacionado será necessária uma autorização judicial.

    A importância da doação de órgãos

    Os doadores de órgãos podem ser considerados verdadeiros heróis, pois eles podem ser capazes de salvar vidas. A doação de órgãos é fundamental para manutenção e crescimento do número de transplantes no Brasil. 

    É lindo poder acompanhar a recuperação dos pacientes que recebem transplante, em especial aqueles que doam órgãos em vida.

    No meio de tanta dor que a família sente ao ver um ente querido partir, existe a possibilidade de presentear outra pessoa com mais tempo de vida, é uma forma de manter a solidariedade e caridade viva em nós.

    Seja um idoso ou alguém que sofreu com alguma doença em vida, o importante é deixar uma boa semente de esperança após a partida.

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