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  • A Prefeitura de São Paulo irá abrir 600 valas por dia e estuda construção de cemitério vertical na cidade

    A administração da Prefeitura São Paulo anunciou uma operação para abrir 600 valas individuais por dia. Os trabalhos foram iniciados no dia 7 de abril e a abertura desses locais está sendo concentrada, principalmente, nos cemitérios São Luiz, Itaquera, Dom Bosco e Vila Formosa.

    O aumento no número de mortes causadas pelo novo Coronavírus (Covid-19) é o principal motivo que levou a Prefeitura da São Paulo a essas ações, que incluem uma avaliação sobre a construção de um cemitério vertical para 26 mil urnas em Itaquera, na Zona Leste da cidade paulistana.

    A Administração municipal está negociando também um acordo com 6 crematórios particulares da região metropolitana, com o objetivo de ampliar a capacidade da realização de cremações.

    O número de mortos em São Paulo ainda é muito grande e, a cada dia que passa, bate os próprios recordes de óbitos em 24h, o que deixa a capital do estado de São Paulo cada dia mais alarmada.

    Detalhes sobre o Cemitério vertical em Itaquera

    Ainda está em estudo a construção de um cemitério vertical em Itaquera, na zona leste da cidade de São Paulo. O projeto prevê 26 mil sepulturas em alvenaria, do estilo gavetões, que serão distribuídas em uma área aproximada de 1.600 m².

    Benefícios Sociais INSS

    Estimou-se inicialmente que a implantação do projeto ocorresse em 90 dias após conclusão do estudo, mas ainda nada foi concluído ou definido.

    O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) informou em nota publicada também no mês de abril que as medidas anunciadas pelo ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), que faleceu no mês de maio, estão sendo realizadas com grande atraso diante do colapso funerário que São Paulo está passando.

    A Sindsep informou ainda que vem reivindicando por investimentos públicos para a construção de áreas de sepultamento vertical há vários anos. Além disso, o Sindicato cobra também um maquinário adequado para abertura de novas sepulturas.

    De acordo com o Sindsep, o expediente dos contratos emergenciais só é capaz de resolver os problemas de forma momentânea e essas questões exigem soluções permanentes. A entidade quer que todos os concursados aprovados no Serviço Funerário Municipal de São Paulo sejam convocados pela prefeitura, pois a necessidade de servidores é muito grande.

    Como o aumento de mortes por Covid-19 impactou do Serviço Funerário em São Paulo?

    Muitos serviços tiveram que ser adaptados em São Paulo devido ao aumento no número de mortes por Covid-19. Afinal, essa é a maior crise de saúde que o mundo já viu e o Brasil é um dos países mais afetados pelo vírus.

    O número de mortos por Coronavírus cresceu tanto que o Serviço Funerário subcontratou, por 30 dias, 50 vans ou furgões adaptados para o transporte funerário e mais quatro veículos para transporte dos agentes.

    Sepultamentos

    De acordo com a Prefeitura da cidade, nenhuma necrópole municipal está com próxima do esgotamento, e 50 novos sepultadores começaram a trabalhar em horário noturno.

    O horário para a realização de sepultamentos em 4 dos 22 cemitérios públicos foi estendido, passando a serem realizados até as 22 horas nas unidades de São Pedro, Vila Formosa, São Luiz e Vila Nova Cachoeirinha. Os horários estão mudados desde 25 de março.

    É importante destacar que o Cemitério Vila Nova Cachoeirinha prioriza os sepultamentos de concessão e de crianças, sendo que a administração municipal justificou que essa é um medida que visa otimizar o serviço de sepultamento diário para garantir mais dignidade ao momento da despedida.

    Pressão no serviço funerário

    Com a aglomeração em filas para a liberação de caixões de pessoas que faleceram em consequência da pandemia da Covid-19, com corpos sendo lendo em vans escolares e com enterros sendo realizados a noite, a pressão no serviço funerário é muito grande.

    Com o crescimento no número de mortes, os hospitais tiveram lotações máximas e o Serviço Funerário da capital paulista teve que tomar medidas extremas para poder atender a demanda.

    Alguns cemitérios também entraram em colapso, como, por exemplo, o Cemitério Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte da capital, que é o segundo maior de São Paulo. O cemitério chegou a suspender novos enterros devido ao grande aumento de mortos pela Covi-19.

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