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  • Tudo o que você precisa saber sobre sepultamento em tempos de Covid-19

    Sepultamento, inumação e enterro não são iguais! Conheça a diferença e quais são os protocolos sanitários para a realização dessas atividades.

    Temos vivido um tempo de crise sanitária e o índice de mortes no Brasil, infelizmente, cresceu muito. Então, onde encontrar informações de qualidade sobre o atual contexto e sobre as recomendações em relação ao sepultamento?

    Por isso, o nosso blog tem a intenção de manter nossos leitores atualizados e conscientes do contexto nacional, tratando de assuntos muitas vezes pouco agradáveis, mas que não podemos deixar de discutir.

    Assim, nesse artigo detalharemos a diferença entre três termos essenciais no trato do corpo pós-morte: inumação, enterro e sepultamento não são sinônimos e possuem regulamentações diferentes.

    Você pode estar se perguntando: mas por que eu iria querer saber sobre isso?

    Porque são esses os termos que estão por trás das boas práticas de manejo do corpo decretadas pelo Ministério da Saúde e que serão decisivos no momento da contratação do serviço funerário, o que define quais práticas são autorizadas durante o culto fúnebre durante a pandemia.

    Atualmente, o ditado “quem tem informação, tem tudo” é uma das maiores verdades que precisamos encarar. Afinal, é muito difícil separar o joio do trigo, quando se tem disponível uma abundância de informações, muitas vezes de origem suspeita.

    Por isso, fique com a gente e descubra nesse artigo qual é a relação entre enterro, sepultamento e inumação no Brasil. Mantenha-se informado e evite possíveis golpes.

    Boa leitura!

    Profissionais desenterram corpo enterrado indevidamente

    O enterro é legalizado?

    A prática do enterro foi, por muitos milênios, a mais comum no trato do corpo pós-morte

    Há registros de que cerca de 8.000 anos atrás, os humanos já realizavam a prática de enterrar cadáveres, tanto de animais quanto de pessoas. Além disso,  pesquisas indicam também a prática de enterrar animais falecidos ou restos mortais.

    No entanto, não era algo controlado, como você pode imaginar. A ação pretendia simplesmente evitar a atração de predadores e manter os cadáveres fora das vistas.

    Ou seja, enterrar não é nada mais nada menos que o simples ato de colocar embaixo da terra, sem especificações, técnicas, procedimentos ou regulamentação. 

    Dessa forma, é possível enterrar qualquer item que seja, um objeto, uma raiz de uma planta, um osso…

    Por isso, é preciso deixar bem claro que enterrar não significa, de maneira alguma, sepultar!

    Aliás, enterrar um cadáver, seja ele humano ou animal, é expressamente proibido pela legislação brasileira. 

    Foi para isso que criou-se os cemitérios: para regulamentar as práticas do sepultamento e para controlar os óbitos humanos.

    Avançaremos no assunto da regulamentação do sepultamento de cadáveres humanos nos próximos tópicos deste artigo. 

    Mas se você quiser saber mais sobre a história e a legislação do sepultamento de animais leia o artigo: Cremação de Animais: Preço, como funciona e onde fazer.

    Inumação como um termo técnico

    O termo “inumação” foi instituído exatamente para diferenciar a prática criminosa do enterro irregular das medidas legais de sepultamento.

    Assim, o ato de colocar um cadáver embaixo da terra seguindo os procedimentos adequados é a inumação.

    Pode parecer algo bobo, mas isso é essencial para a legislação na identificação do crime de ocultar um corpo morto.

    No entanto, inumar diz respeito somente ao enterro adequado do corpo, enquanto sepultar inclui muitos outros procedimentos. Confira!

    Coveiros realizam primeiros preparativos da sepultura

    O que é o sepultamento?

    Na Europa, a prática da inumação por parte das igrejas existiu por muito tempo. 

    Quando a Peste Negra ceifou muitas vidas, encontrou-se a necessidade de aprimorar as técnicas do trato com o corpo pós-morte, a fim de evitar contaminação.

    No Brasil, até 1820 apenas homens livres eram sepultados pelas igrejas, de maneira que os escravizados eram enterrados, sem qualquer regulação.

    A partir da criação dos primeiros cemitérios as covas foram substituídas por sepulturas

    Desse modo, todos os mortos passaram a ser colocados dentro de uma câmara para seguirem o processo natural de decomposição sem prejuízos para o meio ambiente e para a saúde.

    Assim, o sepultamento envolve procedimentos aperfeiçoados e controlados de preparação do corpo pós-morte, cultos fúnebres e inumação. 

    Inclui, dessa maneira, medidas sanitárias, práticas religiosas e espaços públicos ou privados de jazigos em cemitérios.

    O passo a passo do sepultamento

    Sepultar um falecido, atualmente, passa por diversos procedimentos realizados por diferentes profissionais especializados. São eles:

    • O enfermeiro, que realiza as primeiras preparações do corpo pós-morte, a fim de higienizar e evitar contaminações, caso a pessoa venha a falecer no hospital;
    • O médico-legista, que emite a confirmação do óbito;
    • O tanatopraxista, que prepara o corpo para conter o vazamento de fluidos internos;
    • O embalsamador, que realiza técnicas exatas para manter o corpo inteiro por mais tempo, caso seja necessário;
    • O necromaquiador, que deixa o falecido com boa aparência para o culto fúnebre;
    • O decorador, que prepara o caixão e o salão para o velório;
    • O agente funerário, que realiza a cerimônia fúnebre, o que muitas vezes também conta com um padre ou cerimonialista;
    • O coveiro, que prepara a sepultura e é responsável pela sua manutenção;
    • O marmorista, que edifica o túmulo e a lápide, como uma opção que muitas famílias adotam para a homenagem póstuma.

    Diante disso, podemos concluir que o sepultamento é um processo, um sistema que conta com o trabalho de muitas pessoas e que tem por objetivo padronizar a inumação seguindo procedimentos de higiene e de culto à morte. 

    Confira abaixo um passo a passo completo de como funciona o sepultamento.

    Passo 1: confirmação do óbito

    O processo de sepultamento começa na confirmação do óbito, feita por um médico especializado, que realiza o atestado de óbito ou a declaração de óbito

    A partir desse documento, o profissional adequado já pode iniciar os primeiros preparos de higienização do corpo, a fim de conservá-lo e inibir microrganismos infecciosos.

    No entanto, a família só pode dar entrada nos serviços funerários que seguirão com o sepultamento com a certidão de óbito em mãos.

    Passo 2: emissão da certidão de óbito

    Dar entrada na certidão de óbito é de responsabilidade dos familiares ou do responsável pelo falecido. Sem o encaminhamento deste documento, não é possível levar adiante o processo formal de sepultamento.

    O documento pode ser solicitado em cartório, com a apresentação de documentação necessária, incluindo a declaração de óbito devidamente emitida e assinada por um médico capacitado.

    Passo 3: contratação do serviço funerário

    A contratação da funerária é o momento de decidir pelo modelo da homenagem fúnebre, da cerimônia, do túmulo, da lápide e do jazigo para a conclusão do sepultamento.

    A partir daí, são consideradas as vontades do falecido, o orçamento disponível para a realização dos preparativos, podendo-se optar, inclusive, entre colocar na sepultura ou cremar o corpo.

    Passo 4: preparação do corpo

    Agora, o tanatopraxista entra em ação. Esse procedimento é padrão em todas as funerárias. 

    Não é algo opcional, apesar de que as práticas variam a depender da causa da morte, do tempo que o corpo precisa ser conservado até a realização do velório e das condições em que o corpo se encontra ao chegar na funerária.

    Essa etapa, portanto, desinfeta e mantém a conservação do corpo, que pode ou não ter os órgãos retirados. O mais importante dessa prática é a contenção de fluidos corporais.

    Saiba mais sobre tanatopraxia no artigo: Guia completo sobre tanatopraxia: confira agora tudo o que você precisa saber 

    Passo 5: necromaquiagem

    Com o corpo devidamente higienizado, ele é colocado no caixão adquirido pela família.

    Assim, o falecido é vestido pela roupa concedida pela família, são realizados a decoração do caixão, com as flores compradas para o velório, e a maquiagem do rosto do falecido, para que ele apresente uma feição saudável e uma aparência leve. 

    Esse preparo tem como objetivo tornar a imagem do falecido agradável para o momento da despedida.

    Você pode encontrar mais informações sobre a necromaquiagem em: Necromaquiagem: conheça mais sobre a arte de maquiar pessoas mortas 

    Passo 6: o velório

    Simultaneamente aos devidos preparativos do corpo, o agente funerário já estava preparando o espaço do velório, de acordo com o plano funerário contratado.

    O velório, o túmulo e a lápide é propriamente o que diferencia um sepultamento de uma simples inumação. Enterrar um corpo no cemitério sem cerimônias e condolências se configura em inumação.

    Quando se inclui no processo a sepultura e as homenagens póstumas, como o cortejo ou outras cerimônias, estamos diante de um sepultamento.

    Você também pode se interessar por: Qual a melhor assistência funeral para a sua família? 

    Passo 7: o cortejo

    Após o velório, é feito o transporte do caixão até o jazigo comprado e reservado.

    Esse transporte é acompanhado pelo cortejo, que conta com amigos e familiares que acompanham o falecido até o seu leito de morte definitivo: a sepultura.

    Passo 8: a inumação e a conclusão do sepultamento

    Enfim, é chegado o momento em que o caixão é fechado e colocado em seu devido lugar. A sepultura é previamente preparada e os participantes do cortejo acompanham o momento da inumação.

    Ou seja, aos olhos e sob as preces do público, os coveiros colocam o caixão na sepultura e selam o local por definitivo.

    Encerra-se, assim, o processo de sepultamento para que o falecido descanse em paz e para que o corpo se decomponha adequadamente. 

    Depois de muitos preparos e atendendo todas as recomendações de acordo com a legislação, as vontades do falecido e das crenças dos familiares.

    De toda maneira, ainda é possível que o sepultamento não seja definitivo, pois há situações em que pode ser necessária a exumação. Saiba mais em: Exumação: o que é, o que diz a lei e quando deve ser feita? 

    Leia também Tudo o que você precisa saber sobre Cemitério Vertical – e os 10 mais famosos do Brasil! e conheça mais opções de sepultamento.

    Sepultamento é realizado com medidas de isolamento por conta da pandemia de coronavírus.

    Sepultamento em tempos de pandemia

    A pandemia do coronavírus no Brasil impede a realização do sepultamento em sua totalidade

    As medidas sanitárias instituídas pelo Ministério da Saúde limitam a possibilidade do velório e dão preferência para o processo de cremação. Além disso, também é recomendado que se use o caixão lacrado.

    Tudo isso é devido à impossibilidade de acompanhar, tocar e aproximar-se do corpo quando a causa da morte declarada é contaminação por covid-19.

    Essa medida é necessária para evitar maiores contaminações e propagação do vírus.

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