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  • Quais as vantagens do cemitério vertical?

    O cemitério vertical vem sendo um dos grandes investimentos funerários ao redor do mundo. Saiba tudo sobre essa nova tecnologia arquitetônica e confira os seus benefícios.

    Cemitério vertical em Salvador.

    Com o aumento populacional e o consequente aumento no número anual de falecimentos ao redor do mundo, os cemitérios tradicionais, com terreno reservado e sepulturas grandiosas perdeu sua vez. Desse modo, assim como os prédios vieram para resolver o problema de espaço urbano, o cemitério vertical surgiu como uma solução arquitetônica para a superlotação de mortos.

    Isso ocorreu não pelos cemitérios tradicionais serem antiquados, mas por um motivo simples: falta de espaço. Não cabe todo mundo e o valor desses espaços está cada vez mais elevado.

    Além disso, essa nova tendência não foi lançada sem incorporar todas as emergências do século XXI, tais como o problema ambiental envolvendo a decomposição do corpo humano em larga escala e a questão estética dos cemitérios, que em um estilo antigo costumavam ter aquele ar misterioso e amedrontador.

    Isso faz parte do passado. A nova geração vai dar adeus aos cemitérios horripilantes com estátuas barrocas e aproveitar as tecnologias da modernidade que também vieram para otimizar nosso leito pós-vida

    Benefícios Sociais Renda Extra

    Ao lado da cremação, os cemitérios verticais irão oferecer mais comodidade e sustentabilidade para as formas de morrer, ou melhor, de armazenar e homenagear os cadáveres.

    Antecipe-se nas decisões importantes, informe-se! É mais barato cremar ou enterrar? Respondendo à dúvida que não quer calar

    Confira a seguir!

    O que é um cemitério vertical?

    Cemitérios verticais são necrópoles criadas para otimizar o sistema de espaços sagrados individuais para os falecidos.

    Assim, ao invés de sepultar os corpos abaixo do solo, isso acontece acima da superfície, com espécies de gavetas mortuárias alinhadas. Principalmente nos centros urbanos, há tempos os cemitérios tradicionais vêm sofrendo problemas de espaço. 

    Já que, com o aumento da população mundial elevou-se o número de mortos e os cemitérios não tinham mais capacidade para abrigar todo mundo de maneira digna. 

    Assim, a estrutura predial veio como uma solução não apenas para a moradia dos vivos, mas também dos mortos.

    Criados no Japão, os cemitérios verticais, ao contrário do que muitos pensam, não são simplesmente sepulturas acima da terra, mas podem também servir como um columbário, local para guardar as urnas cinerárias. Na verdade, essa foi a ideia inicial. 

    Além de solucionar o problema de superlotação das grandes cidades, esse tipo de construção é resultado de uma união entre a arquitetura e a tecnologia em prol da sustentabilidade, pois é o sistema mais qualificado atualmente para inibir a dispersão de poluentes, chamados narco-chorume, resultantes da decomposição do corpo humano.

    Saiba mais: A morte do outro lado do globo: conheça o funeral no Japão.

    Cemitério vertical de alta tecnologia para urnas de cremação, Japão.

    Como os cemitérios verticais resolvem o problema de espaço?

    O Japão, país formado por ilhas e com pouco espaço plano, sempre apresentou problema de espaço

    As kitnets, apartamentos compartilhados, grandes prédios e espaços compactados são uma realidade para a população japonesa há mais tempo do que imaginamos. 

    Além de ser uma civilização muito mais antiga que o Brasil, portanto tem mais facilidade para encontrar soluções nacionais, aqui nós não temos o mesmo problema de espaço.

    Por isso, o cemitério vertical já é uma realidade em muitos lugares e no Brasil ainda é uma novidade. Ainda assim, o problema de infraestrutura nos cemitérios também chegou aqui e rapidamente nos alinhamos com as soluções arquitetônicas internacionais.

    O primeiro cemitério vertical brasileiro foi construído em Porto Alegre, em 1930. Logo depois, a ideia se alastrou e a cidade de Santos, no litoral paulista, é mundialmente conhecida por seu cemitério vertical: o maior do mundo.

    Não há um modelo exato de cemitério vertical, assim como os prédios são projetados em uma infinita possibilidade de estrutura, os cemitérios verticais podem ser tão diferentes entre si quanto a criatividade dos arquitetos permitir. 

    A grande preocupação hoje em dia é criar ambientes que sejam confortáveis aos enlutados, unindo conceitos terapêuticos à estrutura dos prédios.

    Além disso, preza-se por uma arquitetura que tenha espaços abertos e permita a privacidade de cada família, evitando aqueles grandes muros cheios de gavetas, pouco atrativos. Para completar, os cemitérios verticais da modernidade dão atenção para a acessibilidade, garantindo a livre circulação de todos e todas, independentemente de suas dificuldades físicas e das condições climáticas.

    Atualmente, todas as grandes metrópoles têm cemitérios verticais funcionando ou em planejamento, graças à grande ideia dos japoneses, que não dão ponto sem nó.

    Maior cemitério vertical do mundo, Santos – SP.

    O problema ambiental

    Há muito se fala sobre o problema de deixar corpos se decomporem embaixo da terra. O caráter nocivo da substância resultante da decomposição já é conhecido há centenas de anos, não por acaso decidiram burocratizar e institucionalizar os enterros.

    Mas, apenas recentemente considerou-se os danos que tais substâncias causam ao meio ambiente para além dos riscos à saúde humana. 

    Os corpos em putrefação dentro dos caixões a sete palmos da superfície são consumidos por bactérias necrófagas, que soltam gases de decomposição anaeróbica dentro das caixas de madeira, que acabam rachando com a pressão dos gases e deixando o chorume humano penetrar no solo e nos lençóis freáticos.

    Em uma sociedade com poucos mortos anualmente isso até pode ser pouco relevante.

     No entanto, a cada ano morrem cerca de 56 milhões de seres humanos, segundo o jornal El País, desconsiderando os mortos por Covid-19 que sem dúvidas vão amplificar esse número. Assim, a poluição por gases de decomposição é uma realidade.

    Acontece que os cemitérios verticais não são meros prédios para cadáveres, eles têm a estrutura completa para se encaixar nas necessidades da nossa sociedade. São equipados com um sistema de filtragem de gases, super sofisticados, que criam uma decomposição aeróbica, significando uma solução ecológica.

    Leia também: Maiores cemitérios do mundo: em quais desses você teria coragem de ir?!

    Como funciona a filtragem dos gases de decomposição nos cemitérios verticais?

    Para começar, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) instituiu em 2003 as especificações para os cemitérios verticais

    Assim, os lóculos, os quais conhecemos como gavetas, devem ser feitos de materiais que impeçam a passagem dos gases, para não afetar o ambiente de circulação dos visitantes e dos trabalhadores e nem poluir o ambiente.

    Também deve haver uma impermeabilidade, impedindo o vazamento de líquidos (narco-chorume). 

    Desse modo, a estrutura, um lóculo ao lado, acima e abaixo do outro, exige um dispositivo para permitir a troca gasosa, para que não falte oxigênio para o processo de decomposição aeróbica. 

    Para que isso ocorra de maneira sustentável, é preciso filtrar a saída de gás, com um sistema que utiliza carvão ativado, mais que isso, as tecnologias mais avançadas não apenas filtram, mas tratam os gases nocivos que efluem da decomposição cadavérica.

    As tecnologias sustentáveis para cemitérios são muitas atualmente. Não podemos dizer que exigem baixo investimento, mas é algo necessário para a manutenção de uma vida saudável na Terra.

    Cemitério vertical ou cremação: qual é mais eco-friendly?

    A cremação até então é vista como a solução de funeral sustentável, no entanto, não é bem assim. 

    Isso porque nem todo crematório possui tecnologias de ponta para a inibição dos gases poluentes e tudo que, aos poucos, iria para o solo se o corpo fosse sepultado acaba sendo disparado na atmosfera de uma só vez.

    Além disso, a cremação por meio do forno de incineração demanda muita energia, o que implica em uma sobrecarga das fontes de energia natural. Se todo brasileiro morto fosse cremado, certamente teríamos uma crise elétrica, ainda maior do que a que estamos vivendo atualmente.

    Por isso, criou-se a cremação por hidrólise, uma forma de reduzir o corpo humano a cinzas por meio de água e substâncias químicas. 

    Ainda assim, é uma tecnologia em fase de testes e que tem poucos adeptos ao redor do mundo. Apesar dos esforços de pesquisadores estadunidenses, a cremação por hidrólise vai contra a crença de muitas culturas, além de ter um custo bastante elevado.

    Assim, o cemitério vertical é muito mais real, uma vez que mantém um pouco da tradição do sepultamento, porém com um controle mais direto e completo do processo de decomposição dos cadáveres e dos danos ambientais. 

    Além disso, são muito mais fáceis de higienizar e de fazer a manutenção.

    No imaginário do brasileiro, que é majoritariamente católico e apegado ao enterro tradicional, os cemitérios verticais são, sem dúvida, mais cômodos que a cremação, além de permitir o respeito ambiental que precisamos para manter o planeta em equilíbrio.

    Saiba mais sobre diferentes formas de funeral: Descomplicando as palavras: qual a diferença entre “exumação” e “cremação”?

    Os cemitérios verticais do futuro

    Os cemitérios verticais têm sido projetados de uma maneira extremamente tecnológica e moderna.

    Assim, os arquitetos consideram aspectos não só ambientais, mas o conforto do visitante, a fim de mudar aquela antiga relação que tínhamos com o cemitério: locais mórbidos, sombrios, escuros e sem vida.

    Nos próximos anos, os cemitérios serão totalmente mais alegres, buscando proporcionar uma experiência agradável para os visitantes que procuram homenagear as pessoas amadas falecidas. 

    Isso demonstra que nossa visão sobre a morte como algo melancólico está se alterando e que cada vez mais estamos dispostos a encarar e aceitar o ciclo natural da vida.

    O assunto está tão em alta que em 2017 houve um concurso internacional de cemitérios verticais em Tóquio, a fim de reunir os melhores arquitetos com ideias inovadoras para o funeral do novo século.

    Todo projeto de cemitério vertical conta também com um crematório, um indício de que, longe de serem estruturas excludentes, cemitérios vertical e cremação andam juntos rumo ao futuro da morte e do morrer.

    Fique bem informado, conheça também: Você sabe quanto custa a cremação no Brasil? Descubra agora

    É tecnologia brasileira!

    Podem falar o quanto for, mas o Brasil nunca fica para trás. Temos aqui acesso às melhores matérias-primas e também formamos ótimos pesquisadores. 

    Um exemplo disso é Thiago da Silva Valério, que em 2003 apresentou um simples trabalho de conclusão de curso na graduação de arquitetura que prometeu revolucionar os cemitérios verticais no interior de São Paulo.

    De Presidente Prudente, formado na Unoeste, o estudante entregou o TCC com muitas propostas de parceria, pois ele projetou um cemitério vertical acompanhado de crematório que incluía tudo que se espera de no século XXI: modernidade, acessibilidade, sustentabilidade, privacidade, liberdade de escolha e uma relação de tranquilidade com a morte.

    Confira o projeto arquitetônico de Valério: TCC II -Arq e Urb – UNOESTE – Projeto arq. de um cemitério vertical e crematório- P. Prudente-SP.

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