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  • Óbito na residência: saiba o que fazer nestes casos e quais medidas são necessárias

    Entenda como você deve proceder em casos de óbitos domiciliares e quais são os direcionamentos para este tipo de falecimento!

    Flores brancas para sepultamento

    A morte de uma pessoa querida é sempre um momento muito difícil e de imensa dor para todos os que a amavam. Esta dor, sofrimento e tristeza é ainda mais intensa quando o falecimento ocorre de maneira inesperada, como é o caso da maioria das vítimas de óbito na residência.

    Diante do choque causado pela morte imprevisível e do grande sofrimento ocasionado pela perda, os familiares do ente querido são expostos a uma situação extremamente delicada. 

    Já que, além dos sentimentos evocados pelo falecimento dessa pessoa querida e amada, ainda é necessário enfrentar todas as burocracias que envolvem a morte de uma pessoa. 

    Nesse sentido, é preciso estar ciente de quais são as medidas a serem tomadas nestes casos. Saber como lidar com o óbito domiciliar é fundamental para que maiores transtornos sejam evitados.

    Embora a morte seja um tema evitado pela maior parte das pessoas, é preciso aprender o que fazer em circunstâncias como essa. 

    Por isso, no conteúdo de hoje, reunimos informações essenciais sobre o que deve ser feito em casos de óbito na residência. Acompanhe a leitura para entender mais sobre este assunto e aproveite! 

    Quais os tipos de morte em caso de óbito domiciliar?

    O falecimento de uma pessoa pode ser enquadrado em duas categorias: a morte natural e a morte suspeita. 

    Para caracterizar uma morte em uma dessas categorias, alguns aspectos são levados em consideração, como você observará a seguir. Confira:

    Morte natural 

    A morte natural, ou morte por causas naturais, é decorrente de uma doença ou falha no funcionamento normal de alguma parte do corpo

    É chamada dessa forma porque não está relacionada a uma causa externa, mas ocorre devido a fatores inerentes ao ente querido. 

    Nestes casos, ao ser constatada a morte natural pelo médico ou delegado, o corpo deve ser direcionado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), a fim de que sejam elucidadas as causas do falecimento domiciliar. 

    O trabalho desenvolvido pelo SVO é fundamental, pois é através dele que a causa mortis é identificada. 

    Nesse sentido, as informações colhidas pelo órgão viabilizam a solicitação e preenchimento de documentos que são requisitados posteriormente, durante o processo da organização do funeral. 

    Morte suspeita 

    Se por um lado a morte natural ocorre devido a fatores internos do ente querido, a morte suspeita, por outro lado, é decorrente de ações externas e provocada pelo uso de violência e agressões à integridade física da pessoa

    São consideradas mortes suspeitas as causadas por homicídio e suicídio, por exemplo. 

    O procedimento a ser realizado é um pouco mais complexo nestes casos, pois há a necessidade de realizar-se uma investigação com o objetivo de apurar a causa da morte, bem como o modo como ela foi executada.

    Diferentemente da morte natural, em que o corpo é encaminhado para o SVO, em casos de morte suspeita, o cadáver deve ser direcionado para o Instituto Médico Legal (IML), para que o médico legista designado possa avaliar o corpo e identificar indícios da causa mortis.

    Este processo de avaliação é muito importante, pois as informações levantadas pelo médico legista contribuem significativamente com o trabalho de investigação realizado pela equipe policial, a qual, é sempre acionada nesse tipo de situação.

    Quais os principais fatores de óbito na residência?

    Fogão de cozinha com chama acesa

    Na maioria das vezes, os óbitos que acontecem no ambiente domiciliar são inesperados e causam grande atordoamento. 

    Já que, este tipo de óbito pode acontecer de diversas formas, afinal, a morte é, em grande parte das vezes, imprevisível. 

    Contudo, óbito na residência comumente ocorre devido alguns fatores, conforme você verá a seguir: 

    Acidentes domésticos 

    Os acidentes domésticos figuram entre as principais causas das mortes que ocorrem em ambiente domiciliar. Infelizmente, estes acidentes são mais corriqueiros do que imaginamos.

    Diversos elementos no nosso lar representam um risco à nossa vida, se não tivermos cuidado e atenção. Alguns dos acidentes domésticos mais comuns são:

    Queimaduras causadas pelo fogão

    Uma combinação que certamente não deve ser feita é a de fogo com álcool. Muitas pessoas, entretanto, substituem o gás de cozinha pelo álcool e acabam sendo expostas à queimaduras que podem ocasionar a morte. 

    Além disso, é importante ressaltar que as crianças devem ser mantidas bem longe do fogão. 

    Elas são extremamente suscetíveis à acidentes domésticos, devido a sua inocência e desconhecimento acerca dos riscos que alguns eletrodomésticos e objetos de cozinha oferecem. 

    Inalação de gás de cozinha

    O vazamento do gás de cozinha também pode representar um grande risco à vida das pessoas que estão na casa.

    Além da possibilidade de acontecerem explosões ou incêndios, a inalação deste gás pode provocar asfixia e, consequentemente, o óbito das pessoas expostas a ele. Na maioria das vezes, o vazamento ocorre por algum descuido em relação ao fogão.

    Por isso, é sempre muito importante certificar-se de que o registro está devidamente fechado e manter as crianças bem longe do fogão, pois elas tendem a querer brincar com os botões do eletrodoméstico. 

    Quedas

    Este acidente doméstico é especialmente comum entre pessoas idosas, devido a fragilidade da musculatura. No entanto, qualquer pessoa está suscetível a sofrer uma queda que, na pior das hipóteses, pode ser fatal. 

    Para evitar este tipo de ocorrência em casa, algumas medidas imprescindíveis devem ser tomadas, como instalar corrimão nas escadas e barras no banheiro para oferecer apoio e optar por tapetes antiderrapantes que diminuam os riscos de escorregões. 

    Mal súbito 

    O mal súbito representa a causa de uma parcela expressiva de mortes ocorridas em ambiente domiciliar. 

    Pois, este tipo de mal ocorre de forma imprevisível e quase nunca há a possibilidade de revertê-lo, tendo em vista que o atendimento precisa ser imediato e nem sempre é possível realizá-lo a tempo. 

    A origem do mal súbito pode ser doenças como arritmia, diabetes, infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras. 

    O mal súbito também pode ser oriundo de possíveis distúrbios no organismo da pessoa falecida. 

    Esta condição pode acometer pessoas de diferentes idades, por isso é tão imprevisível e impactante. 

    Dessa forma, não existe uma fórmula específica para prevenir o mal súbito, mas a recomendação é tentar, na medida do possível, ter um estilo de vida saudável e realizar exames periodicamente, com o objetivo de identificar possíveis distúrbios no corpo.

    Suicídio 

    Um outro fator que desencadeia o óbito na residência é o suicídio. Este tipo de morte costuma ser ainda mais doloroso para os familiares e amigos do ente querido, pois representa a tentativa da pessoa falecida de acabar com uma dor intensa e aparentemente invencível. 

    Uma das principais causas do suicídio é a depressão e outras doenças relacionadas à saúde mental do indivíduo. 

    Assim, é muito importante que a pessoa nesta situação seja encorajada a ter acompanhamento psicológico e realizar o tratamento adequado, a fim de que o suicídio seja evitado.

    Ademais, é essencial que a família e os amigos ofereçam apoio, acolhimento e afeto e criem um ambiente de escuta sem julgamentos para que assim a pessoa sinta-se acolhida e amada pelos que estão à sua volta.

    Doenças terminais

    Lidar com a iminência da morte é um processo extremamente doloroso para o ente querido, bem como para os seus familiares. Esta é a realidade de quem enfrenta uma doença terminal. 

    As doenças terminais são caracterizadas por um quadro irreversível, isto é, não há mais possibilidade de recuperação do estado de saúde da pessoa acometida. Logo, o paciente terminal apenas espera pelo momento de sua morte. 

    Na maioria das vezes, os pacientes terminais permanecem no hospital até o momento do óbito. No entanto, alguns deles optam pelos cuidados paliativos em casa. 

    Ao escolher passar os seus dias finais em casa, o paciente é acompanhado pela família e pela equipe responsável por este tipo de cuidados. 

    Desse modo, o falecimento acontece no ambiente domiciliar, caracterizando-se como um óbito na residência. 

    Óbito na residência: o que fazer?

    Óbitos ocorridos no ambiente residencial costumam deixar toda a família desnorteada, tendo em vista o grande choque da morte repentina e da perda de alguém querido.

    Entretanto, mesmo com todo o transtorno ocasionado pelo falecimento, alguns procedimentos devem ser feitos pela família no momento em que ocorre o óbito. Confira abaixo um passo a passo do que fazer nessas situações:

    Contrate o serviço de atendimento de urgência

    A primeira providência que deve ser tomada é entrar em contato com o serviço de atendimento de urgência. Ao fazer este contato, o SAMU, bem como o Corpo de Bombeiros poderão realizar a primeira avaliação do corpo. 

    Caso haja um médico na família, esta etapa pode ser encurtada, pois o mesmo médico poderá atestar o falecimento do ente querido e conceder a Declaração de Óbito, documento que posteriormente será fundamental para dar encaminhamento ao funeral. 

    Porém, vale ressaltar que, se a morte for ocasionada por um quadro de doença que já prenunciava o óbito, a Declaração de Óbito deve ser emitida pelo médico que estava acompanhando a pessoa falecida. 

    Registre o Boletim de Ocorrência

    Nos casos em que não há um médico próximo para realizar as primeiras avaliações e emitir a Declaração de Óbito, a família do ente querido deve dirigir-se até um Distrito Policial para registrar um Boletim de Ocorrência. 

    Apesar de ser um processo um tanto desgastante, devido aos questionamentos que são feitos à família e a necessidade de narrar o fato em um momento tão crítico como o da perda, o registro do Boletim de Ocorrência é impreterível para que outras questões burocráticas sejam resolvidas. 

    Uma vez registrado o Boletim de Ocorrência, o delegado do Distrito Policial ou um investigador deverá comparecer ao local onde aconteceu o óbito a fim de identificar se a morte foi ocasionada por circunstâncias naturais ou suspeitas. 

    Esta identificação é importante para que o corpo seja encaminhado para o órgão cabível e os demais procedimentos sejam efetuados. 

    Encaminhe o corpo para o órgão cabível

    Conforme mencionamos anteriormente, quando uma pessoa morre por causas naturais, o corpo é direcionado para o Serviço de Verificação de Óbito (SOV). 

    Este órgão, pertencente à Secretaria de Estado da Saúde, é responsável por realizar a necropsia e delimitar a causa da morte. 

    Já nos casos em que ocorre uma morte considerada suspeita, o cadáver deve ser encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para que todo o processo de investigação e perícia seja realizado. 

    Concluída a investigação, o corpo é liberado para que a família possa organizar todos os detalhes do funeral, como o velório e o sepultamento ou cremação. 

    Dê início ao processo do funeral 

    Depois que todas as burocracias anteriores são resolvidas, é iniciado o processo do funeral. Esta etapa também costuma ser um pouco exaustiva, especialmente quando a família não possui um plano funerário. 

    Já que, muitas são as demandas relacionadas ao funeral, como encontrar o local para o velório, providenciar o jazigo, organizar o sepultamento ou cremação, entre outros aspectos fundamentais. 

    O funeral é o momento de despedida entre a pessoa falecida e seus familiares e amigos. Esta etapa é essencial, pois marca a ruptura causada pela morte. Apesar de ser um momento de dor e tristeza, o funeral é, também, um ritual importante e necessário.

    Qual a importância de contratar um serviço funerário?

    Homem assinando contrato

    Em um momento tão crítico e doloroso como a morte, contar com o auxílio do serviço funerário é um grande alívio. 

    Pois, a equipe de profissionais do setor funerário é responsável por cuidar de todos os detalhes que envolvem o funeral, de modo que os familiares não precisarão se preocupar com as burocracias que envolvem este processo e como já citamos, são muitas.

    Por isso, investir na contratação de um plano funerário é assegurar conforto, suporte e praticidade em um momento que é, por si só, delicado e aflitivo. 

    Assim, este investimento garante que a família estará resguardada no momento em que ocorrer um óbito, seja ele iminente ou inesperado. 

    Como você percebeu ao longo deste artigo, a morte pode acontecer fortuitamente. Uma queda, uma imprudência com o gás de cozinha ou até mesmo um descuido com algum eletrodoméstico pode ser fatal. 

    Assim, diante da imprevisibilidade da morte, é fundamental que estejamos devidamente preparados para enfrentar este momento contando com o suporte de profissionais preparados e competentes. 

    Contudo, antes de contratar um plano funerário é preciso avaliar algumas características essenciais, como: 

    • Custo benefício;
    • Ética e transparência;
    • Credibilidade no mercado;
    • Infraestrutura; 
    • Termos e condições;
    • Serviços oferecidos;
    • Profissionalismo.

    Realize uma boa pesquisa de mercado a fim de comparar os custos e serviços que cada plano oferece e identifique qual empresa se adequa melhor ao seu perfil financeiro e às suas necessidades. 

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