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  • O caixão lacrado e o funeral: medidas sanitárias necessárias na pandemia

    Para frear a contaminação do coronavírus foram adotadas medidas, como a obrigatoriedade do caixão lacrado. Entenda os motivos e as indicações da ANVISA.

    Os falecimentos em detrimento da infecção por Covid-19 continuam no Brasil, infelizmente, apesar das medidas sanitárias para evitar a contaminação. Uma dessas medidas é a obrigatoriedade do caixão lacrado. 

    Discutiremos neste artigo os motivos da implementação do caixão lacrado determinada pela ANVISA e pelo Ministério da Saúde.

    A medida foi implementada pelos órgãos competentes logo nos primeiros meses da pandemia, no começo de 2020. Desde então, gera muita polêmica e são diversos os casos que viralizam nas redes a respeito de problemas em detrimento do caixão lacrado.

    É importante, portanto, que as pessoas estejam informadas sobre como e por que respeitar as medidas sanitárias, para que, juntos, consigamos superar o momento terrível que nosso país vive por conta da crescente onda de infecção por coronavírus. 

    Entenda nos tópicos abaixo porque o caixão lacrado é essencial para evitar uma disseminação ainda maior do novo coronavírus. Boa leitura!

    Caixão lacrado que permite deixar o rosto do falecido visível.

    O que é um caixão lacrado?

    O caixão lacrado é aquele em que o corpo é depositado e a urna vedada antes do velório.

    Com esse tipo de instrumento e procedimento o corpo não fica exposto aos olhos dos amigos e familiares, de maneira que ninguém pode ver ou tocar o corpo.

    Há caixões lacrados, no entanto, que possuem uma vidraça transparente de maneira a deixar o rosto do falecido visível

    Esse tipo de caixão, apesar de ser mais caro, pode ser uma opção para aqueles que fazem questão de vislumbrar a face do ente antes do enterro.

    Ao menos no Brasil, é muito comum velórios em que o corpo do falecido fica exposto no altar, devidamente maquiado e enfeitado para que as pessoas próximas do falecido possam vê-lo, tocá-lo e abraçá-lo uma última vez antes do sepultamento ou enterro.

    Nos velórios são recorrentes as cenas em que dezenas de pessoas se postam ao lado do corpo exposto, debruçam-se sobre ele entre lágrimas antes do caixão ser fechado.

    Quando na declaração de óbito a causa da morte classifica como obrigatório o procedimento do caixão lacrado, nada disso é possível. 

    Não é difícil entender o motivo para isso ser obrigatório em casos de morte por covid-19 diante do que sabemos a respeito de como funciona essa doença.

    Aglomerações e o contato com o corpo são características de um funeral brasileiro tradicional e são terminantemente proibidos em tempos de coronavírus.

    Por que as pessoas resistem ao caixão lacrado?

    O principal motivo que leva as famílias dos falecidos a não aceitarem o caixão lacrado se dá pelo fato de que o funeral não pode ocorrer da maneira tradicional.

    Quando é colocado um lacre no caixão o corpo do falecido fica isolado antes de ser direcionado para as condolências e despedidas. 

    Esse procedimento já era uma opção antes da pandemia por covid-19, em que os responsáveis por tratar o corpo para sepultamento podiam lacrar o caixão em casos de doença infecciosa e quando o corpo estivesse dilacerado e com marcas de violência, a fim de evitar imagens e emoções desagradáveis no velório.

    Acontece que, quando a causa da morte é infecção por coronavírus, o caixão lacrado não é uma opção e a família não pode ver nem ter contato com o corpo do ente querido.

    Qual a importância do caixão lacrado?

    A morte do ator Paulo Gustavo em maio de 2021, por exemplo, chocou a todos. Foi confirmada como causa da morte a infecção por covid e a família teve que contentar-se com um velório de no máximo seis pessoas, em local aberto e em caixão lacrado.

    Muitos não conseguem aceitar o fato de que não é permitido ver ou tocar o corpo do falecido para prestar as homenagens antes do enterro. Houve casos de violação do lacre e mais membros da mesma família contraíram o vírus.

    Apesar de ser difícil lidar com uma situação de morte como esta, a medida do caixão lacrado é extremamente importante para evitar mais infecções e mais mortes. 

    Assim, devemos tomar o caso do Paulo Gustavo como exemplo, em que sua mãe não pôde acompanhá-lo nem lhe dar um último beijo, a fim de proteger a si mesma.

    Corpo devidamente isolado sendo transportado por profissionais.

    Quais são as especificações do Ministério da Saúde?

    O caixão lacrado em casos de morte por Covid-19 é uma especificação desde abril de 2020. 

    Ele faz parte das medidas sanitárias de contenção do vírus que devem ser devidamente sistematizadas por cada município de acordo com cada contexto específico.

    As orientações para as funerárias dadas pelo Plano de Contingência de Infecção por Coronavírus são as seguintes:

    1. O hospital deve informar à equipe funerária e aos responsáveis pelo funeral que o corpo está infectado, enquadrando-se nas medidas para manejo do corpo classificadas como risco biológico classe de risco 3.
    2. Ninguém deve ter contato com o corpo, apenas profissionais utilizando os EPIs adequados podem manejar o corpo, aproximando-se e tocando apenas o mínimo necessário.
    3. Não pode ser realizado o embalsamamento. Ou seja, a etapa de tratar o corpo para conservá-lo por mais tempo e de maquiar e vestir o falecido para o velório não é permitida.
    4. Apenas um familiar pode ver o corpo a fim de reconhecimento no momento da entrega à funerária. Nesse momento o falecido estará devidamente acomodado dentro de um saco impermeável, evitando qualquer contato direto.
    5. Sempre que possível, a identificação do corpo deve ser feita através de fotografias, evitando aproximação de não profissionais ao corpo infectado.
    6. O corpo deve ser colocado em caixão lacrado com silicone de vedação antes de ser entregue à família.
    7. A superfície do caixão lacrado deve ser higienizada com solução clorada 0,5% antes de ser transportado para a funerária.
    8. A equipe de profissionais do serviço funerário deve ser inteiramente treinada para utilizar corretamente todos os EPIs e tomar as medidas de higienização adequadas para evitar a contaminação da equipe.
    9. O caixão lacrado não pode, em hipótese alguma, ser aberto.

    Como lidar com o caixão lacrado?

    Encarar a morte já um desafio pra lá de delicado, ter que lidar com a morte sem poder prestar as devidas homenagens é ainda mais difícil. 

    Mas é preciso ter em mente que as recomendações da ANVISA e do Ministério da Saúde acima listadas estão sendo seguidas pelos hospitais e pelas funerárias por um motivo: evitar mais mortes.

    Então, se você perdeu um ente querido para a covid-19 não resista às medidas sanitárias impostas pelos órgãos competentes e administradas pelos profissionais. Elas têm unicamente o objetivo de proteger você e as pessoas ao seu redor.

    No artigo Homenagem póstuma: nunca é tarde demais para relembrar você encontra recomendações de como realizar uma homenagem póstuma para confortar os corações daqueles que perderam um ente querido.

    Essas dicas podem ser importantes para quem não conseguiu realizar um funeral adequado por conta das importantes medidas sanitárias e precisam encontrar maneiras para lidar com o luto

    Forno crematório em funcionamento.

    A cremação como uma solução eficiente

    As autoridades no assunto ainda recomendam o procedimento da cremação como o mais adequado em casos de morte por covid-19.

    Isso porque o processo de cremar o corpo infectado é mais seguro para evitar a propagação do vírus

    Esse procedimento já não inclui a etapa do embalsamamento, prevê menos manejo do corpo, é realizado com um alto grau de isolamento e era utilizado em casos de morte por doenças infecciosas antes mesmo do surgimento da pandemia por covid-19.

    Assim, se seu familiar ou amigo faleceu por causa do coronavírus e você tem condições financeiras de pagar por uma cremação, faça-o! 

    Independentemente de sua crença religiosa ou de suas expectativas em relação ao evento do velório, é necessário que tomemos decisões conscientes em relação ao contexto de crise sanitária em que vivemos.

    Talvez seja o momento de aceitar realizar um serviço funerário mais seguro, a partir da cremação, ao invés de ater-se ao velório tradicional. 

    Essa é uma escolha que, se for viável para você, pode significar uma ação social preventiva e consciente

    Você protegerá a si mesmo e às pessoas ao seu redor, estará protegendo, inclusive, a equipe de profissionais que terá que responsabilizar-se pelo enterro evitando, assim, mais infecções e mais mortes.

    Mantenha-se informado e seguro

    As mortes por coronavírus são incontornáveis, mas podem ser evitadas. Afinal, ninguém quer realmente ter que escolher entre um caixão lacrado e uma cremação.

    Para prevenir-se do vírus e manter sua família e seus amigos longe dessa terrível doença, mantenha-se informado sobre as recomendações e as medidas de contenção do coronavírus.

    Respeite todas as medidas sanitárias que estão sendo determinadas pela OMS, pela ANVISA e pelo Ministério da Saúde. 

    Todas elas estão sendo divulgadas pelas mídias que cumprem seu trabalho com seriedade e estão disponíveis para o conhecimento de toda a população.

    Fique em casa o máximo possível, não ponha-se em risco de contaminação!

    E, se por acaso alguém próximo a você vir a falecer, respeite as especificações e os procedimentos que estão sendo adotados pelos hospitais e pelos serviços funerários. Essas medidas são importantes para proteger você, sua família, os próprios profissionais, assim como toda a população.

    Essas informações que elaboramos para nossos leitores são de extrema importância para o momento atual. 

    Leia outros artigos do nosso blog e conheça as melhores opções para lidar com o momento mais delicado de nossas vidas: a morte.

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