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  • Entenda a diferença entre tanatopraxia e autópsia e saiba por que estes métodos são importantes

    Conheça as especificidades de cada procedimento e veja porque eles precisam ser realizados!

    corpo sendo levado para o sepultamento

    Perder alguém que amamos é sempre um processo doloroso e de muito sofrimento, afinal, nunca estamos preparados para dar um adeus definitivo para uma pessoa querida e que fará tanta falta em nossas vidas. Entretanto, é necessário estarmos prontos para este fato, pois ele é certeiro e irá ocorrer em algum momento.

    Nesse sentido, entender a diferença entre tanatopraxia e autópsia é fundamental para que, neste instante naturalmente delicado, tudo possa correr sem grandes dificuldades e que todos os procedimentos sejam feitos corretamente.

    Já que, as etapas que envolvem a morte de uma pessoa são complexas e bastante trabalhosas, tendo em vista que são feitos vários processos até que o ente querido seja sepultado. 

    Por isso, é importante estar ciente de todos os procedimentos que devem ser realizados, pois sabendo disso, dores de cabeça serão evitadas.

    Assim, no conteúdo de hoje, reunimos informações importantes acerca dos processos de tanatopraxia e autópsia, para que você entenda as diferenças de cada método e saiba qual a importância deles. Acompanhe a leitura e aproveite para conhecer mais sobre eles!

    O que é tanatopraxia?

    Utilizada em diversos países ao redor do mundo, a tanatopraxia consiste em um método de conservação de corpos. 

    Assim, podemos dizer que a tanatopraxia é o cuidado com a parte externa do corpo do ente querido, uma vez que a sua finalidade é conservá-lo para que ele esteja apresentável durante todo o ritual fúnebre

    Desse modo, é realizada a higienização adequada do cadáver, bem como a sua conservação, as quais são viabilizadas por meio da aplicação de líquidos, próprios para este tipo de procedimento, no corpo da pessoa falecida. 

    Além disso, é importante salientar que esta técnica é feita por uma equipe especializada, composta por profissionais da área funerária, dentre os quais destaca-se o tanatopractor, profissional que possui uma formação específica para atuar neste segmento.

    Como surgiu a tanatopraxia?

    A tanatopraxia não é uma invenção moderna. Na verdade, esta técnica já é utilizada desde o início da humanidade, tendo em vista que os povos pré-históricos já mantinham o costume de higienizar e tratar os corpos de seus falecidos para realizarem as suas cerimônias fúnebres.

    Entretanto, a técnica da tanatopraxia, com a qual somos familiarizados hoje, passou por alguns processos evolutivos. 

    Já que, anteriormente, este procedimento era conhecido como embalsamento, e somente poderia ser realizado entre as famílias nobres, uma vez que era um método consideravelmente caro.

    O embalsamento era muito comum entre os povos egípcios, pois a sua cultura era massivamente fundamentada na crença de que os faraós, grandes líderes egípcios, tornavam-se deuses após a sua morte, transcendendo, portanto, a vida. 

    Logo, quando ocorria o falecimento de um faraó, o seu corpo era embalsamado e preparado para os rituais e cerimônias fúnebres, os quais culminavam em sua mumificação.

    Modernização da tanatopraxia

    A tanatopraxia moderna, por sua vez, emerge em um contexto de guerra e mortes. O termo surgiu na época em que a Guerra Civil americana estava em efervescência, por volta do século XIX. 

    Este método tornou-se muito importante para que as famílias dos soldados mortos em campo pudessem ter uma última lembrança boa de seus entes queridos.

    Devido às mortes violentas, as famílias dos soldados recebiam os seus corpos completamente desfigurados, o que causava uma dor ainda maior, tendo em vista que a última visão que tinham deles era tão triste e traumática. 

    Assim, a tanatopraxia passou a ser realizada a fim de que a aparência dos combatentes fosse preservada.

    Este método popularizou-se, a princípio, na Europa, em países como França e Itália, e estendeu-se também aos Estados Unidos. Hoje, a tanatopraxia é uma técnica muito comum e utilizada pelo setor funerário.

    Após o procedimento, quanto tempo dura o corpo?

    Conforme mencionamos, o objetivo principal da tanatopraxia é retardar a decomposição do corpo a fim de preservá-lo com suas feições naturais para que os familiares e amigos possam realizar todo o cerimonial fúnebre.

    Não se sabe exatamente quanto tempo o corpo permanece conservado após a aplicação das substâncias utilizadas no procedimento da tanatopraxia, pois a realização deste processo depende de aspectos como as circunstâncias do falecimento.

    Assim, dependendo de como ocorreu o óbito, o processo de higienização e tratamento do corpo do ente querido pode levar algumas horas ou mesmo alguns dias para ser devidamente concluído e, posteriormente, apresentado para que sejam realizadas as cerimônias cabíveis.

    Após serem injetadas no corpo, as substâncias químicas podem conservar o corpo por longas horas ou por períodos mais reduzidos, dependendo, também, de alguns elementos, como a duração das cerimônias fúnebres.

    Quais os custos da tanatopraxia?

    O valor do procedimento varia em relação a alguns aspectos, como o estado em que o corpo se encontra no momento em que o serviço é solicitado, e também o tempo do óbito. 

    Em geral, este serviço custa aproximadamente R$1.000,00, podendo chegar a R$2.500,00, dependendo das características do cadáver. É importante salientar que este valor cobre o transporte do corpo.

    Como é realizado o procedimento da tanatopraxia?

    Tratamento do corpo após a morte

    Por se tratar de um processo complexo e que requer muita atenção, profissionalismo e cuidado, a técnica da tanatopraxia divide-se em algumas etapas que devem ser seguidas rigorosamente, a fim de que o corpo do ente querido seja tratado adequadamente e entregue para a cerimônia fúnebre com sua aparência conservada.

    Acompanhe, a seguir, o passo a passo da tanatopraxia:

    1. Preparação do material

    Inicialmente, é necessário preparar, com todo cuidado e atenção, o material que será injetado no corpo do ente querido. 

    A substância utilizada é composta por um fluido arterial que possui como base formol, glicerina, álcool e alguns outros componentes químicos. 

    Desse modo, este material assegura a conservação do corpo da pessoa falecida e retarda a decomposição do cadáver.

    2. Avaliação da massa corpórea

    Após preparar adequadamente a substância que será injetada no corpo, o próximo passo é avaliar a massa corpórea da pessoa falecida. 

    Assim, o corpo é disposto em uma mesa e o profissional responsável pelo procedimento realiza a avaliação e os cálculos necessários para dar início ao procedimento.

    3. Aplicação da substância química

    Uma vez que o tanatopractor avalia o corpo da pessoa falecida, a etapa seguinte é aplicar o material que ele preparou anteriormente. 

    Neste procedimento, o sangue existente no corpo do ente querido é substituído pela substância química elaborada.

    O profissional realiza um pequeno corte, equivalente a três ou quatro centímetros, na região cervical ou femoral, no qual será aplicado o material químico. Ele conta com o auxílio de uma bomba que cumpre o papel do coração.

    Enquanto a substância é injetada, é preciso que o corpo seja massageado para que possa absorver bem o material químico. 

    Após a conclusão desta etapa, o corpo é deixado em repouso por 30 minutos para que as substâncias aplicadas possam agir.

    4. Aspiração

    Posteriormente, o corpo é aspirado a fim de que sejam retirados todos os líquidos contidos nele. Nesta etapa, são inseridos algodões no nariz e na boca do ente querido, para que eles sejam tamponados. 

    Além disso, a aplicação dos algodões é feita de forma cuidadosa e discreta, de modo que eles não ficam visíveis durante a cerimônia fúnebre. 

    5. Lavagem e vestimentas

    Já encaminhando-se para as etapas finais da tanatopraxia, o corpo deve ser devidamente lavado e vestido com as roupas fornecidas pela família. 

    Assim, são retirados quaisquer resquícios de substâncias químicas do cadáver, e ele é envolvido pelas roupas que costumava usar em vida. 

    Esta é uma etapa muito importante deste processo, pois envolve elementos de muito apego emocional para os familiares e amigos. 

    Por isso, o corpo deve ser vestido com bastante cuidado e delicadeza, para que uma lembrança bonita e afetuosa seja guardada na memória das pessoas que amavam o falecido.

    6. Necromaquiagem

    A última etapa do procedimento é a necromaquiagem, também conhecida como maquiagem funerária. Contudo, não se engane. Não é qualquer tipo de maquiagem que pode ser utilizada em uma pessoa falecida. Existem produtos e técnicas específicas para desenvolver este trabalho e inclusive, um profissional especializado nesse tipo de procedimento.

    O principal objetivo da necromaquiagem é suavizar as feições do ente querido, deixando-o com um semblante sereno e escondendo possíveis hematomas ou marcas provenientes do óbito. 

    É importante que haja, previamente, uma conversa com os parentes da pessoa falecida com o intuito de conhecer os gostos e preferências dela, afinal, o objetivo da necromaquiagem é deixá-la o mais parecida possível com o que ela era enquanto estava viva. 

    O que é autópsia? 

    A autópsia, também conhecida como necrópsia, é uma espécie de cirurgia realizada em um cadáver após o seu óbito. Este procedimento é conduzido por um médico especializado e tem como objetivo investigar e identificar a causa mortis.

    Assim como a tanatopraxia, a autópsia também é uma prática que remete aos povos antigos que já realizavam-na muito antes de nós. Registros históricos mostram que este procedimento já era comum entre os egípcios no antigo Egito.

    É válido ressaltar que a autópsia compreende diferentes técnicas de desenvolvimento, dentre as quais o método Letulle. Há, também, a técnica de Virchow, a técnica de Rokitansky e a técnica de Ghon.

    De modo geral, independentemente da técnica utilizada, o médico designado realiza uma abertura em três cavidades do corpo: crânio, tórax e abdome. 

    Os órgãos alocados nesta região do corpo são devidamente analisados para que a causa do óbito seja identificada de forma assertiva. 

    Os tipos de autópsia e seus objetivos

    Além de existirem diferentes técnicas para a realização da autópsia, ela também possui três subdivisões, as quais são: a autópsia clínica, a autópsia forense e a autópsia acadêmica, como você verá a seguir:

    Autópsia clínica

    Esta autópsia é realizada quando ocorre o falecimento de um paciente sob os cuidados de uma equipe médica, em um hospital, e não há indícios do que pode ter ocasionado o óbito. 

    Nestes casos, a autópsia clínica é fundamental para elucidar a causa da morte e para fornecer subsídios aos médicos para que eles possam apresentar um atestado de óbito consistente. 

    Autópsia forense

    A autópsia forense, por sua vez, é cabível quando o corpo da pessoa falecida é retirado de um local onde ocorreu um assassinato.

    Este tipo de autópsia é imprescindível em casos nos quais ocorre um crime, pois ela trará respostas muito importantes para a polícia e para os familiares enlutados.

    Autópsia acadêmica

    Por fim, a autópsia acadêmica diz respeito ao procedimento realizado para fins científicos. Esta autópsia é feita por estudantes de medicina, os quais precisam, em sua formação, ter contato com a anatomia humana. 

    Os corpos utilizados para a realização da autópsia acadêmica pertencem à pessoas que os  doaram, de forma voluntária, para o avanço científico. 

    Qual a diferença entre tanatopraxia e autópsia?

    Como você deve ter percebido ao longo da leitura, a tanatopraxia e a autópsia são dois procedimentos diferentes, mas, em alguns casos, complementares. 

    Se por um lado a autópsia diz respeito à investigação da causa mortis de um ente querido, a tanatopraxia, por outro lado, é responsável pela conservação do corpo e por dar uma despedida digna a esta pessoa e seus familiares e amigos.

    A autópsia é crucial para que sejam elucidadas as causas que envolvem a morte de uma pessoa, especialmente quando esta morte foi ocasionada por um crime. 

    Já que, muitas vezes, a dor da perda que a família vivencia é potencializada pelos mistérios que envolvem a morte de seu ente querido.

    Nesse sentido, a autópsia traz as respostas que a polícia precisa para concluir a investigação, bem como os familiares também precisam pôr fim à dor de não saber o que aconteceu com a pessoa falecida. 

    De igual modo, a tanatopraxia também é um procedimento extremamente necessário. Ele assegura que a última lembrança que os familiares e amigos do ente querido terão dele é boa, agradável e leve. 

    Sem a tanatopraxia, o ritual de despedida da pessoa falecida e seus enlutados seria ainda mais traumático e doloroso. 

    Vantagens da tanatopraxia

    Homem dando um último adeus a um ente querido

    A tanatopraxia possui grandes benefícios para os parentes e pessoas próximas ao ente querido. Destacamos, a seguir, algumas das principais vantagens que este procedimento oferece. Confira!

    Conserva o corpo do ente querido

    A grande vantagem que a tanatopraxia traz é, sem dúvidas, a conservação do corpo e da fisionomia da pessoa falecida.

    Já que, sabemos que, após a morte, o nosso corpo entra em um processo de decomposição que nos deixa irreconhecíveis. Assim, sem a técnica de conservação, a despedida do ente querido seria ainda mais dolorosa, pois as pessoas que o amavam guardariam dele uma última lembrança triste e traumática.

    Com a tanatopraxia, a memória a ser guardada no coração dos familiares e amigos é de uma pessoa que parece estar apenas descansando. É uma lembrança leve e singela. 

    Inibe riscos sanitários

    Ademais, o procedimento da tanatopraxia também evita possíveis riscos sanitários como contágio de doenças, derrame de líquidos e infecções bacterianas. 

    O processo garante segurança e rigor no cuidado aos familiares e amigos que participam dos rituais fúnebres.

    Isso se torna ainda mais importante devido ao momento que estamos enfrentando, com a pandemia do novo coronavírus ainda em vigor.

    Estende o velório

    Com o retardamento da decomposição do corpo, o velório pode ser estendido e as pessoas próximas ao ente querido podem vivenciar este momento com mais calma.

    O velório é um importante elemento dos rituais fúnebres e deve ser vivido adequadamente, pois isso contribui, inclusive, com um processo de luto menos doloroso. 

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