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  • Conheça 10 mitos e verdades sobre a cremação e tire todas as suas dúvidas!

    Desconstrua ideias equivocadas sobre o processo de cremação e entenda como ele realmente ocorre!

    A despeito da sua tradição milenar, a cremação ainda é um procedimento cercado por estigmas e mitos, já que muita gente ainda não sabe direito como ela funciona.

    No Brasil, esta prática passou a ser introduzida nos rituais fúnebres há algumas décadas, fato que justifica o desconhecimento de algumas pessoas acerca do processo. 

    Por isso, para te ajudar a entender tudo sobre esse processo, no conteúdo de hoje, trouxemos 10 mitos e verdades sobre a cremação para elucidar todas as suas dúvidas acerca desta prática.

    Apesar de ser um assunto que a maioria das pessoas evita falar, entender mais sobre a cremação é muito importante, pois esta pode se tornar uma alternativa viável no futuro, afinal, sabemos que a morte é inevitável. 

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    Nesse sentido, preparamos, no artigo de hoje, uma seleção de informações relevantes sobre este assunto para que todos os mitos a respeito da cremação sejam desconstruídos e os detalhes deste processo sejam esclarecidos. Acompanhe a leitura!

    O que é cremação?

    A cremação é, em essência, uma outra alternativa oferecida a quem está passando pela transição da vida para o descanso eterno. Para além do sepultamento, que é o método mais utilizado no Brasil, a cremação emerge como uma possibilidade de despedida do ente querido.

    Embora seja considerada uma prática recente no Brasil, a cremação já é praticada há muito tempo. Registros históricos apontam que civilizações remotas realizavam a cremação em seus falecidos, como os povos gregos e romanos. 

    Este procedimento visa oferecer uma despedida digna às pessoas falecidas, além de propiciar, para muitas famílias, a oportunidade de manter junto de si uma parte do ente querido, tendo em vista que as cinzas podem ficar sob o domínio dos parentes. 

    Assim, para muitas pessoas, a cremação simboliza muito mais do que um rito de passagem, mas, sobretudo, a possibilidade de preservar a presença, mesmo que em cinzas, de uma pessoa querida cuja morte causou tanta saudade. 

    Como ocorre a cremação?

    O processo de cremação é dividido em algumas etapas. É imprescindível que elas sejam seguidas rigorosamente para garantir o êxito do procedimento e também para que não haja nenhuma ruptura nos rituais fúnebres vivenciados pelos parentes e amigos do ente querido.

    Observe, a seguir, como funciona o passo a passo para que a cremação seja realizada e entenda tudo sobre ela!

    Velório e cerimônia de despedida

    Inicialmente, os familiares e amigos do ente querido têm a oportunidade de se despedir do corpo no momento do velório

    Esta é uma importante etapa do ritual fúnebre, pois é um momento de homenagens, despedidas e de olhar pela última vez para o rosto da pessoa que tanto fez os seus amigos e parentes felizes em vida.

    Portanto, esta etapa não pode, de forma alguma, ser pulada. Ela é imprescindível para que o processo do luto seja vivenciado seguindo o seu ciclo. O momento da despedida, apesar de ser naturalmente doloroso, é extremamente necessário.

    Armazenamento do corpo

    Ao término do velório e das devidas cerimônias, o corpo é conduzido para o armazenamento a fim de ser preparado para a incineração. O cadáver da pessoa falecida é disposto em uma câmara fria e deve ser refrigerado por, no mínimo, 24 horas. 

    Incineração

    A cremação do corpo ocorre, de fato, com a incineração. Esta etapa sucede o período do armazenamento do cadáver. Neste ponto, o corpo é direcionado para o local designado para ser incinerado. 

    A incineração é feita com o corpo ainda dentro da urna funerária, portanto, o caixão também é queimado. Os fornos crematórios possuem uma temperatura que varia entre 850ºC a 1.200ºC.

    O ambiente em que ocorre a incineração conta com duas câmaras. A primeira é onde ocorre a cremação e a segunda é onde os gases provenientes deste processo são filtrados e processados, a fim de que não haja prejuízos ao meio ambiente.

    Triturador

    Depois de passar pelo forno, os restos mortais do ente querido ainda passam pelo triturador e pela peneira. Este processo assegura que as partes que não chegaram a virar cinzas na incineração serão recolhidas pela peneira.

    Assim, as partes que permanecem sólidas serão trituradas e devidamente transformadas em cinzas antes de serem entregues aos parentes.

    Entrega das cinzas à família

    A etapa conclusiva do processo de cremação é a entrega das cinzas na data e horário combinados com a família. 

    Assim, no momento estabelecido mutuamente entre a família e a empresa prestadora do serviço, os parentes deverão comparecer ao local para receberem as cinzas resultantes da cremação.

    10 mitos e verdades sobre a cremação do corpo

    Mulher espalhando cinzas no lago

    Agora que você já aprendeu passo a passo como ocorre a cremação, chegou o momento de solucionar alguns mitos sobre ela. 

    Já que, a cremação é um procedimento cercado por tabus e pensamentos equivocados. Alguns dos mitos que envolvem a cremação são oriundos de informações distorcidas, bem como da influência de algumas religiões que ainda não permitem ou não permitiram, por um tempo, esta prática.

    Contudo, a cremação é uma alternativa que precisa ser conhecida e que pode ser considerada, pois possui grandes benefícios para os familiares do ente querido. A seguir, pontuamos alguns dos mitos e verdades que circundam a cremação. Confira!

    1. A cremação ocorre somente uma vez por semana

    MITO! Este procedimento é realizado cotidianamente, e várias vezes ao longo do dia. Contudo, a cremação é feita individualmente, ou seja, somente um corpo é incinerado por vez. 

    A legislação, inclusive, proíbe a cremação coletiva. Dessa forma, embora ela seja feita todos os dias, cada processo é individual.

    2. O caixão não é incinerado e pode ser reaproveitado

    MITO! Conforme mencionamos anteriormente, o corpo é conduzido para a incineração ainda dentro do caixão, de modo que o procedimento também o abrange. 

    Ainda que, muitas pessoas acreditem que o caixão pode ser reaproveitado, esta informação é falsa, pois ele é incinerado junto ao corpo do ente querido.

    Já que, de acordo com as leis que regem o exercício da cremação, todo corpo deve ser incinerado dentro de um recipiente. Este poderia ser um caixão de papelão ou de madeira.

    No entanto, como os caixões com esta composição não são comuns no Brasil, a cremação é feita no próprio caixão em que o corpo do ente querido foi depositado durante o velório.

    3. A cremação é um procedimento antigo

    VERDADE! A prática da cremação já era realizada em meados de 1.000 a.C. Isso implica dizer que a cremação é um procedimento milenar

    Ela é considerada recente no Brasil, pois começou a ser inserida nos rituais fúnebres há algumas décadas apenas. Entretanto, de modo geral, a cremação é um procedimento que antecede todos nós.

    4. As cinzas da cremação são nocivas ao meio ambiente

    MITO! As cinzas que resultam do processo de cremação não são prejudiciais ao meio ambiente, tampouco agridem a natureza. É muito comum, inclusive, que as famílias joguem-nas sobre o mar ou as espalhem em campos abertos.

    Diferentemente dos sepultamentos, que alteram o solo e agridem diretamente o meio ambiente, a cremação pode ser considerada um método ecológico, haja vista que não apresentam qualquer risco à natureza.

    5. As cinzas só podem ser mantidas em igrejas ou cemitérios

    MITO! Uma vez que as cinzas estão sob a posse dos parentes do ente querido, eles podem decidir onde deixá-las. As cinzas podem ser deixadas em casa, podem ser enterradas junto a sementes, podem ser jogadas no mar, entre outras possibilidades.

    Porém, a orientação da Igreja Católica para as famílias que professam a fé é a de que as cinzas devem ser mantidas em locais considerados santos, como igrejas e cemitérios. 

    Nestes casos particulares, há a obrigatoriedade de que as cinzas sejam depositadas nestes locais específicos.

    6. A cremação possui custos menores que o sepultamento

    VERDADE! No Brasil, o valor a ser pago pela cremação gira em torno de R$ 3 mil reais podendo chegar a R$ 5 mil reais. Este valor parece alto a princípio, mas quando comparado com os custos de um sepultamento convencional, é possível constatar que o valor da cremação é expressivamente inferior.

    Isso ocorre porque, geralmente, em sepultamentos tradicionais, os parentes do ente querido precisam arcar com despesas como a compra do terreno, o serviço do coveiro, a manutenção do jazigo, entre outros custos.

    7. Falecidos com marca-passo precisam retirar o aparelho para serem cremados

    VERDADE! Caso a pessoa falecida tenha manifestado o desejo por ser cremada ainda em vida ou este seja um desejo da família, é preciso que o marca-passo seja removido antes do procedimento, se o ente querido o possuir.

    A remoção do marca-passo é uma medida de segurança, pois dispositivos que funcionam a pilhas ou baterias podem explodir quando são expostos a temperaturas muito altas, como é o caso da câmara na qual o corpo é incinerado.

    8. A cremação é a prática mais utilizada em algumas culturas

    VERDADE! Em países como Japão e Inglaterra, a cremação é uma prática mais popularizada do que o sepultamento. Desse modo, a maioria das pessoas falecidas é cremada. 

    É válido ressaltar que a cremação é mais tradicional nestes países devido o alto índice populacional. A alta procura pelos cemitérios acaba deixando-o escasso de vagas para sepultamentos, além de encarecer ainda mais o valor de um terreno. 

    Logo, a cremação se torna uma alternativa mais viável e condizente com a realidade de muitas famílias. 

    9. Todas as religiões aceitam a cremação

    MITO! Nem todas as religiões mostram-se favoráveis à prática da cremação. Atualmente, a Igreja Católica permite que os corpos dos fiéis sejam cremados, porém nem sempre foi assim. 

    A liberação para a prática veio com o Papa Paulo VI, mas o sepultamento permanece sendo o método mais recomendado pelas autoridades espirituais.

    Os cristãos protestantes, por sua vez, também não proíbem a cremação dos membros da religião evangélica, embora alguns membros mais tradicionais tenham como única opção o sepultamento. 

    Por outro lado, há religiões em que a cremação é muito bem aceita. É o caso do espiritismo, por exemplo. 

    Assim, a única recomendação feita pelos seguidores dessa crença é que o procedimento seja realizado após 72 horas, que é o prazo que, conforme a fé dos membros, o espírito leva para se desvincular do corpo material do ente querido.

    Ademais, a cremação também é muito bem aceita pela religião hindu. Os hinduístas creem que o fogo tem um caráter purificador. Nesse sentido, a cremação é muito bem vista por eles, pois, de acordo com a sua fé, o corpo passa pelo processo da purificação feita pelo fogo.

    A cremação é terminantemente proibida na religião islâmica. Em consonância com as diretrizes pontuadas no código de leis desta religião, a cremação é considerada uma forma de despedida impura. O único modelo aceitável de despedida é o sepultamento. 

    10. A incineração do corpo pode ser feita logo após o velório

    MITO! Como você observou ao longo do texto, o processo da cremação é dividido em etapas. Antes da incineração, o corpo precisa ser refrigerado por um período estabelecido para que possa ser liberado para a cremação de fato.

    O cumprimento dessas etapas é imprescindível para que o procedimento seja realizado da forma correta. 

    Por que optar pela cremação?

    mulher utilizando calculadora

    A cremação é uma possibilidade de uma despedida diferenciada. Ela possui grandes benefícios para os familiares do ente querido, como você pode observar a seguir.

    Praticidade

    A praticidade é, certamente, uma das maiores vantagens que a cremação oferece. Por ser um procedimento consideravelmente mais simples que o sepultamento, a família não tem grandes preocupações e não precisa cumprir tantos trâmites burocráticos.

    Além disso, em um momento tão delicado como a perda de uma pessoa amada, tudo o que nós menos queremos é ter dores de cabeça. A cremação é uma possibilidade prática, segura e descomplicada.

    Economia

    Como nós já mencionamos ao longo deste texto, a cremação possui custos mais baixos do que o sepultamento. Como não há a necessidade de um jazigo, algumas despesas já são automaticamente retiradas da planilha de gastos de quem opta pela cremação, como o terreno, a manutenção, etc. 

    Assim, optar pela cremação também é uma forma de reduzir custos, o que deve ser levado em consideração no ato da despedida, especialmente quando o perfil financeiro da família representa um orçamento um pouco mais apertado. 

    Autonomia

    Estando de posse das cinzas do ente querido, a família possui mais autonomia sobre o local em que gostariam de depositá-las. Em muitos casos, o espalhamento das cinzas possui um significado muito importante tanto para a família quanto para a pessoa falecida. 

    Em outras ocasiões, a família prefere manter as cinzas no lar, pois sente que uma parte do ente querido ainda está presente na atmosfera da casa. Cada família tem as suas preferências e rituais próprios, e a cremação oferece autonomia para que seja realizado o que for mais conveniente para todos.

    Redução de impactos ambientais

    Um grande benefício da cremação é o seu viés ecológico. Este procedimento não oferece qualquer risco ao meio ambiente, o que contribui para a sua preservação. Além disso, as cinzas podem ser plantadas no solo junto a sementes que, no futuro, podem gerar belas árvores.

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