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Como lidar com o luto em datas comemorativas? Técnicas para amenizar essa dor!

Como lidar com o luto em datas comemorativas

O processo do luto, por si só, já é extremamente complexo, mas pode se tornar ainda mais doloroso próximo a datas importantes ou aniversários que significam muito para o enlutado e para a pessoa que ele perdeu. Nesse artigo, abordaremos essas e outras questões, elucidando os estágios do luto e questões pertinentes. Leia mais abaixo e aproveite!

Cemitério, lápides ao fundo.

Datas comemorativas são sempre motivo de felicidade e celebração, menos quando remetem a perdas ou quando são um momento impróprio para comemorar. Ou também quando servem ao propósito de relembrar determinada questão delicada, como o falecimento de um ente querido.

A perda de alguém importante pode acontecer em momentos aleatórios, afinal, sabemos que é impossível prever quando a vida de alguém chegará ao fim e por qual motivo. Dessa maneira, muitas podem acontecer em datas comemorativas. Assim, a referida data passa de um momento feliz para um momento melancólico que iremos reviver uma vez por ano.

Já que, a complexidade do processo de luto, por si só, já é bastante grande, mas pode ser ampliada quando datas comemorativas que eram significativas para o enlutado ou para quem ele perdeu estão se aproximando. 

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Seja um aniversário ou um feriado que aproveitavam juntos, esses momentos podem ser muito dolorosos sem a presença da pessoa ali. 

E para te ajudar a lidar melhor com esses momentos delicados,esse é o assunto que iremos abordar neste artigo. Como lidar com o luto em datas comemorativas? Como superar a perda em meio a momentos de celebração e diversão? Leia sobre isso e alguns temas pertinentes logo abaixo.

Você pode ter uma leitura interessante também aqui: Como ter um bom Plano funerário afeta o planejamento financeiro da sua família?

O peso emocional das datas comemorativas

Existem vários tipos de datas comemorativas e pesos diferentes para cada um deles. Por exemplo: há feriados de conscientização ou de celebração. 

Abaixo nós tentaremos, brevemente, entrar nos aspectos lúgubres de cada um deles e te ajudar a lidar melhor com esses feriados específicos. Confira!

Feriados de conscientização

São os tipos que se prestam a relembrar problemas, condições ou grupos de pessoas. São dedicados a informar ou levar mais respeito.

Há muitas situações que surgem a partir disso e, como estamos falando sobre luto em datas comemorativas, esses devem ser os feriados que mais geram gatilhos.

O mês de prevenção ao suicídio, setembro, pode ser exemplo maior disso: as pessoas lidam o ano inteiro com os sentimentos de depressão e com a realidade da perda de alguém amado para essa doença, então esse mês os relembra do ocorrido.

É preciso lembrar que o luto não precisa ser, necessariamente, pela partida em vida, mas pode ser, também, pelo rompimento de uma relação importante.

No caso do exemplo sobre o Setembro Amarelo, pode ser uma situação imutável de alguém que amamos preso a essa realidade e a quem não conseguimos ajudar.

Feriados de celebração

Dia das Mães, Dia dos Pais, Natal, réveillon, e por aí vai. Esses dias são extremamente importantes, pois constituem momento de agradecer a existência e amor recebidos pelos nossos entes queridos, mas tornam-se dolorosos quando eles não estão mais entre nós.

Por isso, para quem perdeu a mãe recentemente, ou mesmo o pai, esses feriados são dolorosos e melancólicos. Nos tópicos abaixo ensinaremos técnicas para lidar com esses dias, confira!

Você pode ter uma leitura interessante aqui: Como os louvores de despedida podem ajudar durante o luto.

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Casal de idosos se abraçando.

Os meses temáticos no Brasil

Nosso país costuma trabalhar com uma temática por mês, geralmente quando há uma grande data comemorativa naquele referido mês, mas não obrigatoriamente. 

Por isso, é bastante comum que haja campanhas na mídia e em estabelecimentos específicos durante os 30 dias corridos.

Além das campanhas, também acontecem eventos comemorativos ou de conscientização, realizados pelos municípios, estados ou os próprios órgãos públicos.

Conheça abaixo a temática de cada mês.

Você pode ler um artigo interessante aqui: As controvérsias sobre o testamento vital e o tabu da mortalidade no Brasil.

Janeiro branco

É o mês da saúde mental. Apesar de outros meses tratarem de doenças e transtornos mentais mais específicos, nesse mês aborda-se a questão de forma abrangente e geral.

Costuma-se levantar campanhas de incentivo à terapia e aos cuidados com a saúde mental no trabalho, escola e cotidiano.

Fevereiro roxo/laranja

Respectivamente: Alzheimer e leucemia. São dois diagnósticos que soam como uma sentença, pois as chances de ter a mesma qualidade de vida que antes são quase zero. Essas duas doenças modificam toda a estrutura da vida do portador.

Março lilás/azul-marinho

Respectivamente: câncer do colo do útero e câncer colorretal. É um mês muito usado para trazer homens e mulheres para dentro das unidades de saúde e para que efetuam os exames comuns à sua idade, para identificar possíveis problemas ou câncer.

Abril verde/azul

Respectivamente: autismo e prevenção a acidentes em ambiente de trabalho. Duas temáticas bem distantes, mas que são evoluídas em ambientes diferentes. O autismo e o debate sobre ele geralmente ocorre dentro das escolas e unidades de saúde.

Porém, as duas possuem a conscientização como tema-chave do seu mês. Há muitos estigmas sobre o autismo e pouco debate em ambiente de trabalho sobre os possíveis acidentes e questões acerca.

Você pode ler algo interessante aqui: Diferença entre Seguro de Vida e Seguro de Acidentes.

Maio roxo/amarelo

Respectivamente: Doenças Inflamatórias Intestinais e debate sobre acidentes de trânsito. Ou seja, é um mês de prevenção e conscientização.

Junho vermelho/amarelo

Respectivamente: incentivo à doação de sangue e Hepatites virais. Dois temas que centralizam muitas questões, até mesmo religiosas, uma vez que algumas vertentes não permitem a doação e transfusão de sangue. 

Assim como políticas, uma vez que algumas hepatites são prevenidas com vacinação.

Agosto laranja/dourado

Os primeiros sete dias de agosto são da Semana Mundial do Aleitamento Materno (dourado) e o restante é sobre a conscientização da Esclerose Múltipla.

Setembro amarelo/verde/vermelho

Respectivamente: prevenção ao suicídio, incentivo à doação de órgãos e doenças cardiovasculares. São várias temáticas e todas incentivadas e alimentadas por setores da saúde e educacionais.

Outubro rosa

Câncer de mama. É um mês importante de conscientização e prevenção à doença que é uma das maiores causas de morte para mulheres em idade fértil e no fim da idade fértil.

Nas unidades de saúde, costuma-se levantar eventos para realizar exames de rotina e de toque para as mulheres nas faixas de risco.

Novembro azul

Câncer de próstata. Também é um importante mês para prevenção, tratamento e captação de homens para exames de rotina e de prevenção.

Dezembro vermelho/laranja

Respectivamente: HIV e câncer de pele. O Brasil possui altos índices de pessoas portadoras de HIV, é uma data extremamente importante para conscientização e para disseminar informações úteis sobre o tema.

Portadores de HIV, por muitas vezes, possuem a qualidade de vida afetada mais pelo estigma da sua condição do que pela própria condição.

O processo da perda e a associação com datas e temas específicos

Na seção anterior você leu sobre algumas das significações que os meses possuem no calendário comemorativo brasileiro e pôde compreender um pouco do que trataremos nesta seção.

Além do fato de que uma perda pode ocorrer justamente num dia onde se comemora algo bom, como o dia das mães, por exemplo, e isso gerar o trauma pela data, também pode acontecer de um mês inteiro significar algo ruim quando associado à perda em si.

Por exemplo: durante o setembro amarelo, propõe-se o debate sobre o suicídio, a necessidade de prevenção e a saúde mental de forma geral, porém, para quem perdeu alguém que amava para essa questão, pode ser duplamente doloroso.

Há muitas doenças que chegam silenciosamente e que podem destruir a vida de alguém e levá-la para o outro lado, a depressão é uma delas, sendo o Brasil um país que possui altíssimos índices de pessoas diagnosticadas com esse mal.

Portanto, quando esse mês chega e todos os veículos midiáticos falam sobre a questão, assim como a própria internet, pode ser um gatilho muito grande para pessoas que lidam com isso de perto.

O mesmo ocorre para outras datas, como os dias de prevenção, onde se propõe a falar sobre as doenças de maneiras diferentes e isso pode ocasionar gatilhos e lembranças desagradáveis.

Provavelmente, as datas com maior índice de gatilhos é o Dia das Mães, Pais ou o Dia da Família.

Com isso, não se quer dizer que os assuntos devem ser evitados ou suavizados, porém, que o levantamento deles gera desconfortos de diversas formas para quem ainda está em processo de superação.

Você pode ler algo interessante aqui: Luto: como agir após a perda? Saiba como enfrentar este momento tão delicado.

Flores brancas.

Os estágios do luto e o que os influenciam

Segundo a psicologia, há cinco estágios do luto necessários para que a pessoa supere e aceite a morte, sem pendências emocionais.

Abaixo você lerá sobre os cinco estágios do luto determinados por Elisabeth Kübler-Ross em 1969, no livro “Sobre a Morte e o Morrer”.

Estágio 1: negação

A forma como esse estágio funciona é para mecanismo de defesa temporário. Nesse estágio, as pessoas costumam se recusar a confrontar a realidade e pensar que não tem como aquilo ter acontecido.

É comum o isolamento e a recusa em participar de quaisquer atividades que reafirmem a realidade da perda. Então, é realmente importante que a pessoa tenha suas vontades respeitadas, como a de se isolar e manter-se distante em alguns momentos.

O processo de superação está em andamento e o apoio é fundamental.

Estágio 2: raiva

Após o isolamento, a pessoa começa a processar as coisas com certa revolta e pode se tornar agressiva nesse estágio. As relações se tornam difíceis e a pessoa mais arisca.

Esse continua sendo um momento em que é necessário dar espaço para a pessoa.

Estágio 3: negociação

De acordo com as próprias crenças, a pessoa tenta negociar uma maneira de tudo voltar ao normal. Há pessoas que fazem promessas ou se comprometem a mudar tudo se alguma coisa voltar ao normal.

O pensamento de que, se algo fosse feito diferente, nada de ruim teria acontecido é bem persistente, então é importante a pessoa se conscientizar de que mudar o passado não tornaria o inevitável capaz de ser evitado.

As coisas são como são e não há como mudar o que já passou.

Estágio 4: depressão

Nesse estágio há duas formas de reagir: a depressão como consequência da perda de um papel familiar ou em reação à situação financeira que fica com a perda da pessoa (depressão reativa).

Ou quando a pessoa processa em silêncio o acontecido e se prepara para o último estágio (depressão preparatória).

Estágio 5: aceitação

O momento que a pessoa encontra a serenidade e a aceitação do sentimento da perda e não há reações agressivas ou exageradas.

O enlutado já aceitou a realidade permanente e se conforma com isso, sendo capaz de seguir a vida adiante.

Você pode ler sobre isso de forma mais detalhada aqui: Quais são as 5 fases do luto?

Conselhos e atitudes que você pode tomar para amenizar a dor do luto em datas comemorativas

Já falamos sobre os estágios do luto e o fato de doer, mesmo anos após o ocorrido, não quer dizer que ele não foi processado. O sentimento de nostalgia é comum e a saudade também.

Já que, sentir falta de quem amamos é normal, mas não precisamos sofrer por isso. Assim, abaixo damos alguns conselhos úteis para superar esse momento, mas, não se esqueça, nada pode substituir um acompanhamento profissional.

Se abra e tente conversar sobre o seu sentimento

Manter-se isolado nos dias que você sentir falta da pessoa, ou numa data que remeta a ela, não é o mais indicado.

Assim como também não é muito bom focar apenas na perda. Apesar do dia ser um gatilho para despertar os seus sentimentos de perda, lembrar quem a pessoa foi em vida e celebrar sua personalidade são atitudes úteis e que ajudam a amenizar a dor.

Claro que nem sempre a pessoa pôde viver uma vida plena, principalmente quando as circunstâncias da sua morte foram trágicas, mas há muitos rastros bons e positivos que ela deixou no mundo para que quem ficasse pudesse aproveitar.

Boas ações, um sobrenome, uma herança moral. Há muito o que deixar para os vivos e todas são heranças válidas para lembrarmos o motivo de amar a pessoa e a felicidade que foi viver ao seu lado.

Aceite e aja

A aceitação que estamos falando não é sobre o último estágio do luto, mas sim da realidade da situação.

Há vários casos de pessoas que se tornam ativistas de causas diversas quando perdem alguém que amam para uma delas. 

Ativistas da saúde feminina que levantam campanhas para a prevenção ao câncer de mama e atividades que levem as mulheres sem condições até os exames de rotina.

Ou mesmo pessoas que trabalham em muitos setores de prevenção ao suicídio, campanhas e atividades, se voluntariando para conversar e conscientizar as pessoas sobre saúde mental.

Dessa forma, você pode aceitar a realidade da sua perda e agir sobre ela de uma maneira que impacte as pessoas positivamente

Essa é uma forma terapêutica de passar além a sua aceitação e responsabilidade sobre os próprios sentimentos, ensinando aos outros como lidar com isso também.

Leia algo interessante aqui: 7 coisas para fazer antes de morrer que você não deve deixar para trás.

Aspectos naturais da vida

Todo esse debate pode se tornar cansativo em algum momento, porque, embora tenhamos a consciência de que a morte é uma realidade imutável e que todos um dia irão perecer, pensar sobre isso é cansativo.

Mais do que cansativo, é desgastante. Algumas pessoas podem ter um medo irracional da morte ou uma atitude extremamente negacionista, mas nada mudará o que todos já sabem.

Dessa maneira, tomar todos esses fatos como aspectos naturais da vida que não nos dizem respeito realmente é uma forma mais neutra de lidar.

Aceitar a perda e seguir a vida de forma neutra, racional e sempre respeitando as próprias vontades, deve amenizar essa situação. Afinal, o sentimento de não realização, de que não estamos aproveitando a nossa própria vida é algo doloroso.

Por vezes, são sensações que não estão no nosso controle. Por exemplo: estar em um trabalho exaustivo que nos cobra o tempo todo, mas que é o nosso único sustento pode ser considerado uma prisão.

Você não pode sair, porque passará fome, mas ficar minará sua saúde mental. Esse tipo de situação complicada é o que, por muitas vezes, nos dão a sensação de que a nossa própria vida não está sendo aproveitada.

E, durante a vida, existem muitas dessas. Nós sempre estamos presos a situações sociais e econômicas que acabam com nossa saúde mental, mas o melhor conselho é seguir suas próprias vontades.

Você pode ler mais conteúdos como esse no nosso blog e saber mais coisas sobre esse e outros temas.
Você pode ter uma leitura interessante aqui: Entenda o que é um agente funerário e o que ele faz em sua profissão. Esse é um dos conteúdos que temos por aqui.

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