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  • A morte em diferentes religiões: visões diversas sobre um mesmo fenômeno

    Confira aqui diferentes visões sobre a morte e o que ela representa em várias crenças ao redor do mundo. 

    A morte é vista de formas diferentes de acordo com diversas religiões ao redor do mundo.

    Falar sobre a morte nunca é uma tarefa fácil. Afinal, trata-se de um momento de ruptura, o qual costuma estar envolvido em muita dor pela perda e um extenso período de luto. No entanto, essa costuma ser uma visão ocidental da questão. Afinal, a morte em diferentes religiões é tratada até mesmo com festividade, trazendo diferentes pontos de vista sobre o ciclo natural da vida, principalmente nas religiões orientais.

    Além disso, é importante dizer também que muitas vezes essas diferentes visões são positivas para quem está passando pelo momento do luto. 

    Isso porque enxergar além daquilo que conhecemos muitas vezes representa esperança e fé de ver aquele que perdemos mais uma vez e senti-lo perto em uma última oportunidade.

    Sabendo disso, aqui neste artigo trouxemos um resumo completo sobre a morte em diferentes religiões, quais os seus pontos de vista e contexto histórico de cada religiosidade. 

    Desse modo, você conhecerá ainda mais sobre as diversas abordagens culturais que esse momento tão natural pode ter. Continue acompanhando e descubra tudo! Aproveite e boa leitura!

    A morte na visão da ciência

    Antes de falarmos sobre a morte em diferentes religiões é essencial comentarmos também sobre a visão da ciência. Afinal, esses são dois diferentes pontos de vista que, durante muitas vezes ao longo dos anos, entraram em conflito e formaram embates. 

    No entanto, é preciso ter em mente que ambas as visões se tratam de linhas paralelas que visam chegar a um mesmo ponto: entender o que há depois deste mundo e desta vida e tentar decifrar uns dos grandes enigmas da vida: para onde vamos depois que morremos?

    Até os dias de hoje a ciência ainda não conseguiu obter um ponto de vista definitivo para esses questionamentos. 

    Nesse sentido, podemos dizer que os estudos até então indicam que, quando nosso coração para de bater, não há nada no além que possamos experienciar ou conhecer. 

    No entanto, quem nunca ouviu aqueles relatos sobre uma “luz no fim do túnel”, enxergada por pessoas que passaram por momentos de quase morte ou que chegaram à morte clínica e “retornaram”, não é mesmo?  

    Dessa forma, essas experiências relatadas por tantas pessoas de forma semelhante são consideradas hoje um dos principais enigmas para a morte no ponto de vista da ciência. 

    Nesse sentido, existem teorias que vão desde alucinações causadas pela falta de oxigenação no cérebro até a perda de retenção elétrica, que também geraria pensamentos alucinógenos. 

    No entanto, ainda não há nenhuma conclusão sobre essas teorias. Portanto, podemos concluir que a ciência continua (e provavelmente continuará por muito tempo) seus estudos, buscas e investigações sobre o que acontece quando a nossa vida se encerra neste plano. 

    As controvérsias científicas

    Além dos pontos citados acima, também vale dizer que, em menor número, existem casos de pessoas que sofreram de morte cerebral e, após retornarem à consciência, sabiam de fatos que antes não era de seu conhecimento. 

    Fatos que aconteceram durante o coma, momentos no hospital e até mesmo eventos fora do local, relacionados a pessoas com laços familiares. 

    Esses casos acabam por descartar as teorias sobre alucinações citadas anteriormente, tendo em vista que se tratam de fatos verídicos, os quais o paciente não tinha como saber por conta de sua condição clínica.

    Sendo assim, podemos dizer que esse é um dos principais mistérios para a ciência e também para os médicos, que buscam encontrar respostas para entender mais sobre a condição humana em seus momentos de fragilidade.

    A morte em diferentes religiões: as diversas visões sobre um mesmo ponto 

    Até aqui já descobrimos que a ciência não nos dá uma resposta definitiva sobre a morte e, principalmente, sobre os fenômenos que muitas vezes a envolvem. 

    Nesse sentido, é interessante saber que quase todas as religiões tratam sobre o tema, na maioria das vezes trazendo uma visão mais positiva sobre esse fenômeno que em muitos casos é tratado com tristeza e luto. 

    Sendo assim, acompanhe abaixo como é a visão sobre a morte em diferentes religiões, suas perspectivas sobre o que há depois de nós e como o tema é encarado por diversos líderes de fé ao redor do mundo! Aproveite e tire todas as suas dúvidas sobre esse tema!

    Cristianismo 

    No cristianismo a morte é o fim definitivo da vida.

    Não é segredo que o Brasil é um país predominantemente cristão. Nesse sentido, essa é a teoria religiosa que mais conhecemos e que muitas vezes é utilizada até mesmo como um instrumento educativo e de caráter em nossa infância. 

    Ao contrário da morte em diferentes religiões, no cristianismo há apenas uma resposta definitiva ao fecharmos os olhos pela última vez: o céu ou o inferno.

    Já que, segundo a bíblia, o que define nosso destino ao fim da vida é a trajetória que construímos aqui na Terra e, principalmente, se vivemos de acordo com os princípios cristãos, cumprindo com os mandamentos e sendo pessoas verdadeiramente boas. 

    Nesse sentido, nesta crença não há nenhum tipo de reencarnação, seguindo a crença de que cada indivíduo é único, com sua própria alma e espírito.

    Além disso, para os cristãos há também o perdão final, que ocorre quando há o arrependimento verdadeiro, mesmo depois de uma vida de pecados. Nesse caso, quando ele é concedido, o indivíduo ganha seu lugar no céu, assim como os cristãos que viveram de acordo com os mandamentos. 

    Ademais, é importante citar que há uma pequena diferença de crenças entre duas vertentes do cristianismo.

    Para os católicos, os indivíduos podem passar pelo purgatório, um local para se redimir de seus pecados antes de conquistar o céu. Já para os evangélicos não há purgatório. 

    Nesta crença os indivíduos ficam em um sono profundo enquanto ocorre seu julgamento, que definirá o destino final como céu ou inferno. 

    Adventismo

    O adventismo também é uma religião com um número significativo de fiéis aqui no Brasil. Inclusive, segundo uma pesquisa realizada pela IASD, em 2010 éramos o país com mais adventistas no mundo, seguidos pela Zâmbia, Filipinas e logo após os Estados Unidos.

    Tratando sobre a morte em diferentes religiões, no adventismo esse fenômeno está mais relacionado com a esperança de que Jesus volte para a terra. 

    Para os adventistas, quando morremos entramos em um sono profundo, do qual só despertaremos quando o salvador voltar e nos proporcionar a vida eterna. 

    Em outras palavras, a morte funciona como um adormecimento e, quando estamos nela, não conseguimos fazer contato com ninguém, permanecendo em completa inatividade. 

    No entanto, essa inatividade é acompanhada de uma promessa de que Jesus voltará e, neste dia, acordaremos e só então teremos a vida eterna. 

    Nesse sentido, o que conhecemos como “céu” e “inferno”, tratados sempre como diferentes polos, aqui funciona mais como um “paraíso” ou “nada”. Quem seguiu os preceitos da religião e foi uma boa pessoa em vida, acordará no retorno de Cristo. Já quem foi “desviado” em vida, ficará para sempre em seu sono eterno. 

    Judaísmo

    Falando sobre a morte em diferentes religiões, o Judaísmo é provavelmente uma das crenças que carrega mais “regras” para os primeiros momentos após a morte. Existem diversos rituais que podem e devem ser seguidos pelos fiéis desta que é considerada uma das primeiras religiões monoteístas do mundo. 

    De maneira geral, o judaísmo trabalha com dois principais pilares em sua crença: “kvod hamet”, que seria o respeito ao morto, e “kvod hachaim”, que trata sobre o conforto e sentimento dos vivos. 

    Falando sobre o primeiro, ele envolve processos como realizar o enterro em um período máximo de 24 horas, tendo em vista que a demora nos ritos pode ser considerada um desrespeito com o falecido. 

    Além disso, os judaicos não acreditam na cremação dos restos mortais, pois necessitam que “o corpo retorne à mesma terra da qual foi criado”. 

    Já o segundo pilar estabelece tradições como rasgar as roupas na hora do enterro, representando uma abertura aos sentimentos de luto e perda. 

    No entanto, os judaicos encaram a morte como o fim de uma trajetória e a chegada a um local sagrado de muita paz. 

    Sendo assim, podemos dizer que no Judaísmo a morte não é, necessariamente, encarada com festividade. 

    Porém, existe a crença de que ela pode ser encarada como um presente, tendo em vista que representa o fim dos problemas vividos na Terra e a chegada ao descanso eterno. 

    Além disso, é importante citar também que a principal crença judaica está relacionada à existência da alma. Sendo assim, existem vertentes do judaísmo que acreditam na reencarnação dessa alma em uma outra vida. 

    Já em outras vertentes a morte é a ressurreição, que ocorreria depois do arrebatamento, quando todos os mortos voltariam então à vida. 

    Islamismo

    No islã, ser temeroso a Alá é mais importante que ser poderoso.

    A morte em diferentes religiões sempre gera curiosidade, principalmente nas crenças que nos são menos comuns. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, o Islamismo tem uma visão sobre a morte bastante parecida com a cristã. 

    Para os islãs, nossa vida na Terra se trata da preparação para alcançarmos um lugar melhor, que seria o céu ou a “terra prometida”.

    Ou seja, nossa trajetória deve ser pacífica e bondosa para que possamos alcançar o descanso eterno e o paraíso. Já quem não obedeceu os ensinamentos de Alá durante a vida, receberá como castigo o inferno.

    No entanto, é importante citar que no islamismo o julgamento não ocorre de imediato. Para eles a alma permanece dormindo, em descanso, até que lhe seja concedida a resposta sobre seu destino. 

    Preparação do corpo para o enterro no islasmismo

    Outro ponto bastante interessante sobre as crenças islãs é a preparação do corpo logo após a morte. 

    Quando ocorre o falecimento, a família fica encarregada de providenciar todos os ritos religiosos que farão o preparo do ente querido. São necessários três banhos, com diferentes propósitos e também o envolvimento em três mortalhas brancas. 

    No islã, ao contrário do que nos é comum, os mortos não recebem caixões, sendo enterrados diretamente na terra para a qual voltarão. 

    Além disso, as lápides devem ser discretas, tendo em vista as crenças de que todos os fiéis são iguais e o poder aquisitivo em vida nada representa no descanso eterno. 

    Já para as pessoas que ficam, o momento é de calma, luto e respeito. Ou seja, é permitido que a morte seja tratada com tristeza, no entanto, esta não deve ser escandalosa e seguida de questionamentos, pois Alá é o dono de todas as vidas e pertence a ele a decisão de encerrá-las. 

    Nesse sentido, são realizadas orações tanto para acalmar os corações dos familiares do falecido quanto para a alma que seguirá ao seu descanso. Porém, a discrição em todos esses processos é essencial, sendo formados pequenos grupos para orar e fazer preces por aquele que partiu.

    Espiritismo 

    Quando falamos sobre a morte em diferentes religiões, o espiritismo nos traz uma das principais visões relacionadas à reencarnação. Isso porque, de maneira geral, o espiritismo crê que a morte não é o fim definitivo para a nossa alma. 

    De forma geral, podemos dizer que os espíritos têm na vida uma forma de aprendizado. Nossa alma passa por diferentes jornadas, reencarnando até que aprenda todos os valores que precisa para merecer o descanso eterno. 

    Nesse sentido, pessoas boas são aquelas que já estão mais evoluídas espiritualmente e têm maior chance de não reencarnar novamente. 

    Porém, é importante dizer que o espiritismo trata também sobre escolhas. Ou seja, uma alma que já está completamente evoluída pode escolher reencarnar novamente, como uma forma de fazer o bem e ajudar outras pessoas em vida. 

    Tratando sobre a existência de Deus, os espíritas também acreditam nesta entidade, mas não da mesma forma que os cristãos. 

    Para eles, Deus não é o juiz responsável por aplicar sentenças ou definir o bem e o mal. Sua função é mais de criador, como aquele que colocou todos nós aqui na Terra. 

    Sendo assim, os conceitos de certo e errado não são intrínsecos em nossa existência e sim aprendidos durante nossa jornada terrena. 

    Portanto, cabe a nós e a nossa evolução espiritual conhecer e definir nossos valores ao longo da vida, evoluindo como pessoas e também como espírito.

    Budismo

    O budismo tem talvez uma das crenças sobre a morte em diferentes religiões mais difíceis de compreender para quem é de fora da crença. Isso porque ele é, de forma geral, uma religião bastante complexa, que envolve diferentes mundos e vertentes. 

    Porém, como um consenso, podemos dizer que o budismo acredita em reencarnação, mas nem sempre em humanos, permitindo que a alma retorne também em animais, por exemplo. 

    Além disso, para eles a vida é encarada como um ciclo, o qual tem seu fim natural na morte. Sendo assim, esse momento é visto de forma natural e com muita tranquilidade.

    No entanto, dentro da própria religião ainda existem mistérios sobre o caminho que a alma segue quando deixa o corpo

    Segundo eles, esse conhecimento pertence somente aos budas, que são quem designa um nascimento aqui na Terra. Os budas, por sua vez, são as entidades superiores, equivalentes ao nosso “Deus”.

    Porém, de forma mais geral, humanos também poderiam tornar-se budas, desde que em vida conseguissem alcançar a paz no plano terreno. 

    De acordo com a religião, o paraíso seria um lugar de completa paz e evolução espiritual máxima, onde todos os conflitos teriam ficado para trás e as almas viveriam em completa harmonia. 

    Por último, vale citar também que as flores na religião budistas possuem um significado muito além da decoração. 

    Assim, para eles, esses elementos utilizados após a morte representam a transição entre as várias fases da vida, bem como o aprendizado e a liberdade do ego, fatores essenciais para que a alma descanse ao terminar sua jornada na Terra.

    Hinduísmo

    Quando se trata sobre a morte em diferentes religiões, o hinduísmo é a crença que nos traz mais o conceito de que a vida aqui na Terra funciona como um aprendizado. 

    De maneira geral, os hindus acreditam que existem castas, onde as mais baixas são as dos seres menos evoluídos e as mais altas daqueles com maior evolução espiritual. 

    Nesse sentido, a principal crença do hinduísmo é a reencarnação, como a chance de aprender e evoluir o espírito. 

    Porém, diferente das religiões que citamos anteriormente, aqui a alma tem a chance de saber exatamente o que precisa trabalhar durante seu período na Terra. Ou seja, nascemos já com inclinação para evoluir aquilo que precisamos. 

    Quando morremos, se cumprimos com a nossa missão, podemos passar por um período no “loka”, que seria o paraíso hindu.

    Todavia, caso o processo ainda não esteja concluído, após esse descanso devemos reencarnar novamente e voltar para a Terra (em uma casta mais alta, o que indica sua evolução durante a vida anterior). 

    Já aqueles espíritos que completaram todo o seu processo podem permanecer no loka e ter nele o seu descanso eterno. 

    E aí, gostou de saber mais sobre a morte em diferentes religiões? Quais destas crenças te deixou mais curioso e interessado em saber mais? Deixe sua resposta aqui nos comentários e aproveite para acessar o nosso blog!

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