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  • Cemitério Santo Amaro

    Muitos denominam o Cemitério da Consolação como o mais antigo cemitério público da cidade de São Paulo. Contudo, o Cemitério Santo Amaro foi fundado em 09 de janeiro de 1857 pela prefeitura da então cidade de Santo Amaro, que assim como toda cidade tinha que um local para sepultar os seus habitantes.

    Naquela época, Santo amaro era uma cidade independente até ser incorporada à cidade de São Paulo. Depois disso, esse cemitério passou a ser o mais antigo da cidade paulistana, ultrapassando até mesmo o Cemitério da Consolação.

    O Cemitério Santo Amaro possui diversos túmulos suntuosos, que remetem à sua idade e à época de sua inauguração. O passeio nesse local também é um grande atrativo, pois muitos consideram esse passeio uma verdadeira viagem pela história do nosso país.

    Cemitério Santo Amaro

     

    O endereço desse cemitério é: Rua Ministro Roberto Cardoso Alves, 186, Santo Amaro, São Paulo – SP, CEP 04737-000.

    O horário de funcionamento do Cemitério santo Amaro é de 8:00h às 18:00h. O velório funciona 24 horas.

     

    Como chegar?

    O cemitério Santo Amaro está localizado na Zona Sul de São Paulo e fica próximo a grandes avenidas como: Av. Santo Amaro, Av. Washington Luis, Av. Vereador José Diniz, Av. João Dias, Av. Adolfo Pinheiro (1º administrador do cemitério), dentre outras.

    História do Cemitério Santo Amaro

    O Cemitério Santo Amaro possui vários túmulos de personagens marcantes da cidade e que contribuíram o progresso da mesma. Entre as sepulturas mais conhecidas podemos citar a do Comandante José Foster, que esteve presente na Guerra da Cisplatina, e que nasceu em 27 de setembro de 1800, em Wertemberg, na Alemanha, tendo falecido em 14 de outubro de 1886, na cidade de Santo Amaro.

    Além desse, também encontra-se a sepultura do escultor Júlio Guerra, que ficou famoso pela obra do Borba Gato, muito conhecida na região. O poeta abolicionista, Paulo Eiró, também foi sepultado no Cemitério Santo Amaro.

    O Cemitério Santo Amaro possui uma área total de 28.800 m², que está totalmente tomada por túmulos e mausoléus construídos pelas famílias dessa região da cidade paulistana.

    Qual tipo de cemitério é o de Santo Amaro?

    O cemitério Santo Amaro é do estilo horizontal, que se caracteriza pelas covas subterrâneas, onde os corpos são enterrados e sobre os túmulos são construídos os jazigos e túmulos. A maioria dos túmulos são construídos com mármore e azulejos.

    Muitos túmulos possuem estátuas de santos, outras, porém, contém apenas placas com menções aos falecidos. Além do cemitério horizontal, é possível encontrar outros tipos de túmulos, tais, como: no estilo cemitério jardim ou parque e também no estilo vertical.

    Cemitério Jardim ou Parque

    Nos cemitérios conhecidos como jardim ou parque, é comum encontrar grandes espaços verdes. Isso porque eles são criados com o objetivo de transmitir uma imagem de paz e tranquilidade para os visitantes.

    Nesses locais são criados jardins e muitas vezes até lagos, onde é comum encontrar a presença de patos e gansos. Tudo pensado para deixar o local mais agradável às visitações.

    Cemitério Vertical

    Esse modelo de cemitério é construído com foco na economia de espaço. Com isso, no lugar das covas cavadas, são utilizadas várias gavetas que ficam enfileiradas uma em cima da outra, garantindo assim um melhor aproveitamento do espaço físico do cemitério.

    Velório do local

    O Cemitério do Santo Amaro destina parte de seu terreno para os velórios. Para isso, existe um espaço com três salas bem amplas, que realizam em média dois velórios por dia e em média três sepultamentos diários.

    Ele é administrado pela prefeitura de São Paulo e possui cerca de 15 profissionais que trabalham no local, entre motoristas, veloristas, sepultadores e funcionários da administração.

    Assim como em outros cemitérios, os serviços de jardinagem do Cemitério Santo Amaro são de responsabilidade da prefeitura de São Paulo, que são feitos pelos jardineiros cadastrados no local. Por ser construído nos moldes mais antigos, não possui estacionamento. Por isso, antes de ir ao local é interessante pesquisar o melhor local para deixar o seu automóvel.

    Por ser um cemitério antigo e tradicionalista, o Cemitério Santo Amaro já tem todos os seus túmulos adquiridos e servindo a população local. Dificilmente se acha um espaço para a realização de sepultamentos provisórios.

    Curiosidades sobre o cemitério de Santo Amaro

    Localizado na zona Sul de São Paulo, Santo Amaro já foi um município. A história da cidade que acabou se tornando mais um bairro paulistano, começou com a chegada do Padre São José de Anchieta, que veio de São Paulo a Piratininga e percebeu o grande número de colonos e índios catequizados na região, vendo assim um potencial na região para povoação.

    Foi então que surgiu uma capela e o princípio de Santo Amaro. Em 1680, a vila ganhou o nome de paroquia e, em seguida, no ano de 1686, foi elevada a freguesia. Contudo, Santo Amaro foi declarada oficialmente como um município no dia 7 de abril de 1833 e permaneceu assim até 1935, quando foi anexada à Cidade de São Paulo.

    Como Santo Amaro era um munícipio independente, ele possuía em seus domínios territoriais tudo aquilo que uma cidade costumava ter na época, tais, como: Câmara Municipal, escolas, teatros, matadouro, Igreja Matriz e, é claro, um cemitério.

    Quando Santo Amaro passou a ser um bairro de São Paulo, o seu cemitério acabou tomando do Cemitério da Consolação (inaugurado em 1858) o título de cemitério mais antigo da cidade de São Paulo. Já o cemitério particular mais antigo de São Paulo é o Cemitério da Colônia, inaugurado em 1844.

    A construção

    O Cemitério Santo Amaro foi construído para cumprir um decreto imperial, conhecido como Lei Régia de 1 de Outubro de 1828, que foi elaborada por Dom Pedro I. A lei determinou a proibição da realização de sepultamentos dentro de igrejas, costume muito comum naquela época.

    Os sepultamentos dentro das igrejas começaram a trazer problemas, principalmente, em relação ao odor que exalava dos corpos em decomposição, que colocava em risco a saúde das pessoas que frequentavam o ambiente.

    Entretanto, o primeiro sepultamento nesse cemitério somente ocorreu no dia 5 de janeiro de 1857 e o primeiro túmulo infelizmente não foi preservado, portanto, não existe mais.

    O Sr. Adolfo Pinheiro foi o primeiro administrador do cemitério Santo Amaro, que hoje dá nome a umas das principais vias da região.

    Importância do Cemitério Santo Amaro

    Mesmo não fazendo parte de nenhum roteiro turístico da cidade, o Cemitério Santo Amaro possui grande importância histórica, em especial para os santamarenses. Além dos nomes históricos que foram enterrados nele, esse cemitério conta ainda com um sepultado que acabou se tornando o mais famoso e visitado do cemitério.

    Se trata do célebre Bento do Portão, que era um morador do bairro que se tornou santo. Antônio Bento, ou Bento do Portão, como era conhecido, nasceu na Bahia e era muito conhecido e querido pelos habitantes de Santo Amaro, tanto pela sua bondade quanto por sua dedicação ao trabalho.

    Homem pobre, recebeu o apelo de Bento do portão porque sempre lhe ofereciam comida e ele sempre sentava nos portões das casas para se alimentar e, muitas vezes, fazia isso em frente ao portão do cemitério. Bento do Portão morreu aos 42 anos de idade no ano de 1917 e foi encontrado sem vida por Isabel Schimidt, bem próximo à entrada do cemitério. Sendo assim, ele foi sepultado no próprio Cemitério Santo Amaro, contando com a ajuda dos moradores da região.  

    Depois de cinco anos de seu falecimento, surgiu a lenda sobre ele ter se tornado santo. Isso ocorreu em 1922, quando uma senhora doente teve o diagnóstico de que suas pernas seriam amputadas por conta de uma forte doença. Ela então pediu a Bento do Portão a graça de não ter que passar por esse sofrimento e logo foi atendida.

    O milagre então se espalhou pela cidade de Santo Amaro e por várias outras regiões, fazendo com o túmulo de Bento do Portão virasse um local de peregrinação. O tempo passou e muitas outras pessoas relataram ter recebido milagres de Bento do Portão.

    Atualmente, o túmulo de Bento do Portão é um local onde muitas pessoas realizam cultos e todos os dias são encontradas pessoas rezando e pedido milagres ou mesmo agradecendo aos milagres alcançados.