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  • Cemitério Consolação

    Fundado em 1858, o cemitério está localizado na rua de mesmo nome, na cidade de São Paulo (SP). Ele possui 300 esculturas e trabalhos de artistas renomados, tais, como, o arquiteto Ramos de Azevedo e Victor Brecheret.

    É o mais antigo cemitério do município de São Paulo e abriga cerca de 8.500 túmulos de anônimos, celebridades e personalidades da história de cidade. Algumas das sepulturas que abriga de grandes personalidades da história paulistana, são de: Tarsila do Amaral, Ramos de Azevedo, Monteiro Lobato, Mario de Andrade, dentre outros.

    O imponente mausoléu da família Matarazzo, que o maior da América do Sul, também está localizado no Cemitério da Consolação. Ele equivale a altura de um prédio de três andares, ou seja, é uma estrutura bem imponente.

    cemiterio consolação

    Localizado na Rua da Consolação, n°1660, no bairro Consolação, na zona Oeste de São Paulo.

    O seu horário de visitação é de 7h às 18h, de segunda a sexta-feira. As visitas monitoradas acontecem às terças e sextas, às 14h.

    Os interessados em visitar o local podem agendar o dia via e-mail, pelo endereço eletrônico: assessoriaimprensa@prefeitura.sp.gov.br.

    História do Cemitério Consolação

    Mesmo sendo inaugurado em 1858, o Cemitério da Consolação possui uma história anterior. Em 1829, o então vereador Joaquim Antônio Alves Alvim defendeu a criação de cemitério público na cidade de São Paulo. Antes disso, era comum as pessoas serem enterradas em igrejas, pois a crença da época era de que seria mais fácil entrar no paraíso se o corpo fosse enterrado em solo sagrado.

    Contudo, isso trazia muitos problemas de saúde pública, surgindo assim as noções sobre sanitarismo e higiene. Com isso, os governos das cidades começaram a construir as necrópoles. Porém, como essa mudança mexia com questões de crenças religiosas, o assunto causou muitas discursões que se estenderam por cerca de trinta anos.

    Ao longo desse período, o projeto do Cemitério da Consolação foi sofrendo alterações em relação a localização. Havia um impasse se ele seria construído ao lado da igreja da Consolação, no bairro da luz, ou no Campo Elísios. Foi então que o engenheiro Carlos Rath fez um estudo para encontrar o local mais apropriado para o cemitério e constatou que o melhor seria construir a necrópole na região da Consolação, pois era considerada longe da cidade.

    O terreno da construção

    Uma parte do terreno do Cemitério da Consolação era de domínio público e a outra parte pertencia a Marciano Pires de Oliveira. A Câmara Municipal só conseguiu comprar a chácara após um ano do início da construção, pagando o valor de duzentos mil réis. Porém, a construção seguia lentamente devido à falta de verba.

    Foi então que, em 1857, a Marquesa de Santos fez uma doação de dois mil contos para a construção da capela. Essa quantia era considerada uma verdadeira fortuna na época.

    Motivo da construção do Cemitério da Consolação

    Na época, o governo de São Paulo decidiu abolir o sepultamento obrigatório dos mortos na igreja, mas seguindo alguns critérios. Os falecidos de famílias mais ricas podiam ter os seus jazigos perto dos altares, já os mais pobres eram enterrados na parte de trás.

    Depois de um tempo, em 1854, as autoridades da capital paulista inauguraram na Rua da Consolação o cemitério, que está lá até hoje e é um local considerado como um museu a céu aberto devido às suas esculturas únicas.

    A arte do Cemitério da Consolação

    Ao caminhar pelas ruas do Cemitério da Consolação é fácil se deparar com obras de arte que resistem ao tempo, aos furtos e aos fatores climáticos.

    Vários artistas importantes deixaram suas marcas registradas em suas obras que foram criadas para decorar jazigos e mausoléus.

    Entre os grandes nomes estão Vitor Brecheret, Rodolfo Bernardelli e Luigi Brizzolara, que transformaram sepultaras em grandes obras de arte.

    Visitas guiadas

    O cemitério da Consolação proporciona a seus visitantes um ambiente tranquilo e arborizado, possuindo cerca de 300 esculturas e trabalhos de artista renomados.

    Os visitantes podem conhecer os túmulos de todas pessoas famosas que estão enterradas nele. O cemitério da Consolação é, com certeza, um passeio que vale muito a pena. Isso porque, além de agradável e bonito, o cemitério está repleto de arte e cultura capaz de encantar a todos que se interessam pela história da capital paulistana.

    O Cemitério da Consolação oferece visitas guiadas há mais de dez anos. Nessas visitas, é possível mergulhar na história da capital paulistana por meio de tantos personagens que habitam os mais de 72 mil metros quadrados do lugar. E, o melhor de tudo, é que o passeio é totalmente gratuito.

    Durante o tour, os visitantes são direcionados e podem conhecer todos os túmulos dos famosos, além de poder conhecer toda a arte disponível no local.

    Existe ainda o aplicativo chamado Guia do Cemitério da Consolação para aqueles que preferem se aventurar sozinho, sem a ajuda do guia.

    Por meio desse aplicativo é possível escolher o roteiro por temas, como, por exemplo, arte tumular, modernistas, políticos do império, entre outros. Com isso, o visitante poderá ter mais privacidade.

    Cenário requisitado

    O Cemitério da Consolação é um local muito requisitado para servir de cenário para gravações de filmes, séries, videoclipes etc.

    Ele já foi usado para as gravações do vídeo de “Lying in State”, música do Megadeth e também para o longa-metragem “Sinfonia da Necrópole” (2016), da diretora Juliana Rojas.

    A bela paisagem e os túmulos que são verdadeiras obras de arte são os principais atrativos para as gravações, pois podem proporcionar lindas imagens que contam histórias de vida e arte em um mesmo ambiente.

    Pessoas famosas enterradas no Cemitério da consolação

    O cemitério da Consolação conta com uma lista grande de personalidades históricas que foram sepultadas nele. São mais de 100 nomes importantes, sendo quem, dentre eles, pode-se destacar o escritor Mário de Andrade, grande nome da literatura, autor de grandes livros como “Pauliceia Desvairada”

    O escritor Monteiro Lobato também foi sepultado no cemitério da Consolação. Ele também foi um grande escritor e possui em seu currículo a inesquecível obra “O Sítio do Pica-pau Amarelo”. O ator Paulo Goulart também foi enterrado na Consolação.

    Outra grande personalidade sepultada no cemitério da Consolação foi a artista plástica Tarsila do Amaral, que até hoje é muito famosa pelas suas obras, que estão expostas por vários museus.

    Velório

    O Cemitério da Consolação, devido ao contexto histórico, possui um velório. Isso porque o velório, desde muitos anos atrás, é considerado como um ritual de despedida para que os entes e amigos possam prestar suas homenagens aqueles que amam. É um momento de mostrar o quanto a pessoa foi importante e o quanto ela fará falta.

    Em uma visão religiosa, o velório tem como objetivo entregar a alma da pessoa que faleceu a um caminho de luz. Ou seja, é uma passagem para um plano mais elevado. Portanto, o velório é um ritual de afeto e amor para aquele que faleceu.

    Para os parentes e amigos é uma forma de criar uma imagem de despedida da pessoa que não estará mais presente. O sepultamento fortalece a sensação de despedida e ajuda os demais a se acostumarem com essa sensação.

    Curiosidades sobre o Cemitério 

    A organização do cemitério é tão importante que para realizar intervenções nos jazigos e em esculturas é necessária a aprovação do Condephaat (Conselho Estadual de Preservação).

    As mudanças no traçado interno e nos equipamentos do cemitério, tais, como, ossário, capela e portal também devem passar pela inspeção do conselho. Isso ocorre porque eles são representações da tipologia dos cemitérios construídos entre o final do século IXX e início do século XX.

    Para cortar as árvores do Cemitério da Consolação também é necessária a aprovação do conselho, pois grande parte da beleza do local depende da arborização. Portanto, elas só podem ser cortadas em caso de necessidade.

    Mas, em caso de sepultamentos e remoção de dejetos, o órgão não precisa ser consultado, exceto quando a ação altera as características do patrimônio.